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Solar das Antas - detalhe

Designação

Designação

Solar das Antas

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Solar

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viana do Castelo / Paredes de Coura / Rubiães

Endereço / Local

Lugar das Antas
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A família Antas, depois ramificada com os Montenegro, é originária da Terra de Santa Maria da Feira, mas instalou-se no Minho desde o século XIV (GUERRA, 1925, p. 433). Não se sabe ao certo em que época foi edificado, em Rubiães, o seu Paço, mas este é, muito possivelmente, de origem medieval, pois assim o parece indicar a torre que ainda hoje conserva. Na verdade, as denominadas "casa-torre" constituíram um dos modelos mais comuns da arquitectura civil medieval, que o período barroco recuperou ou conservou, integrando a torre em edifícios setecentistas, como parece ser o caso.
O solar foi reedificado na última década do século XVIII (IDEM), desenvolvendo-se em torno da torre, eventualmente também alvo de profundas alterações, numa planta em U, mas onde, ao contrário do habitual, os braços mais alongados se encontram na zona posterior da casa. Este género de plantas, que permitia um melhor aproveitamento cenográfico das fachadas, foi muito comum na arquitectura civil dos séculos XVII e XVIII, mas no caso do Solar das Antas, tal deveu-se, eventualmente, a outros factores, uma vez que este dinamismo foi relegado para as traseiras do edifício.
A fachada principal é dinamizada pela torre, ao centro, e pela sua escadaria de acesso ao andar nobre. Este corpo, definido por pilastras (rematadas por pináculos), é aberto por portal encimado por frontão contracurvado e pedra de armas de linguagem rococó, flanqueado por janelas de lintel curvo. Estas, situam-se já no terceiro piso, elevando-se bem acima da linha do telhado. Os vãos dos restantes corpos exibem o mesmo remate, no andar nobre, ligando-se a outros de verga recta no piso térreo. O alçado é ainda seccionado por pilastras, e por um friso que acentua a separação entre os andares.
No eixo das escadas situa-se o portão, aberto no muro de separação entre o a via pública e o pátio de entrada. Este, é formado por pilastras, a partir das quais se elevam as aletas de ligação aos dois pilares que definem o portão, e que são encimados por pináculos, de grandes dimensões.
A ligação à quinta é feita através de um outro portal, na continuação de um dos alçados laterais da casa. Com pilastras laterais e lintel curvo, é rematado por merlões chanfrados.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Torres solarengas do Alto Minho

Local

-

Data

1925

Autor(es)

GUERRA, Luís Figueiredo da

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de