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Marco granítico n.º 1 - detalhe

Designação

Designação

Marco granítico n.º 1

Outras Designações / Pesquisas

Marco no Carvalhal / Marcos de Demarcação da Zona de Produção de Vinhos Generosos do Douro em Alijó (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Marco

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Alijó / Favaios

Endereço / Local

- -
Lugar de Vale da Silva

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 35 909, DG, I Série, n.º 236, de 17-10-1946 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Imóvel
Localizado no lugar do Carvalhal, na Quinta da Pedra Alta, situada na freguesia de Favaios, em Alijó, o marco granítico n.º 1 incorpora um vasto conjunto de padrões da mesma tipologia que demarcam geograficamente a denominada Região Vinhateira do Alto Douro, ou Alto Douro Vinhateiro.
O marco, implantado junto à Estrada 1286, numa vertente que desce em direção ao Rio Pinhão, ergue-se em forma de um paralelepípedo com remate liso, medindo 102 cm de altura por 42 cm de largura. Na face principal, voltada ao caminho, exibe a inscrição "EITORIA", dividida em duas linhas. A metade superior esquerda desta face está partida, sendo essa falha que truncou da inscrição a letra "F" (embora a base da vogal seja visível).
História
Embora se conheçam referências documentais ao Vinho do Porto desde o terceiro quartel do século XVII, será a partir do Tratado de Methuen, celebrado em 1703 entre Portugal e Inglaterra, que este produto começou a granjear o prestígio que ainda hoje detém. O referido acordo entre as duas coroas estimulou de forma notória a produção nacional, procedendo-se então à reestruturação dos vinhedos e elegendo-se os terrenos da zona do Cima Corgo para a sua produção.
No entanto, a elevada produção da região, que transformou totalmente a sua paisagem e passou a dedicar-se em exclusivo à vinha, levou a uma crise de superprodução de vinho, apenas ultrapassada com a criação da Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, no ano de 1756, por iniciativa do ministro Sebastião José de Carvalho e Melo, futuro Marquês de Pombal. O estabelecimento da Companhia teve como objetivo demarcar a região vinícola do Alto Douro, garantindo assim a qualidade do vinho e criando a primeira zona mundial de origem controlada no sentido em que é hoje entendido esse conceito.
Foi justamente no âmbito desta medida que em 1757 se procedeu à demarcação da área dos terrenos de produção vinícola, ou dos vinhos de "feitoria", através da colocação de 201 marcos de granito, aos quais se juntaram, em 1761, mais 134 marcos. Este vasto conjunto de imponentes padrões de pedra marca uma extensa região que se estende ao longo do troço médio do vale do Douro e parte dos seus afluentes, definida entre Barqueiros e Freixo de Espada à Cinta, subdividindo-se, grosso modo, nas três sub-regiões do Baixo Corgo, Cima Corgo e Douro Superior.
Executados em granito, estes padrões paralelepipédicos foram gravados com a designação "Feitoria", havendo nalguns casos a adição do ano em que foram colocados. A demarcação e a respetiva colocação dos marcos foram realizadas pela Comissão Demarcante, constituída por Carvalho e Melo; o texto resultante deste trabalho permite identificar as vinhas demarcadas, os seus proprietários e o local de implantação original do marco.
Em 1946 grande parte dos marcos pombalinos foram classificados como de interesse público, sendo então catalogados com um número. Estão integrados na classificação do Alto Douro Vinhateiro, inscrito em 2001 na lista de Património Mundial da UNESCO e classificado como Monumento Nacional desde 2010.
Este marco, classificado com o n.º 1, foi o terceiro marco colocado na segunda fase da demarcação do perímetro entre Sabrosa, Couto de Provesende e Gouvães, numa parcela de terreno que pertencia então à vinha de Luisa Clara de Morais Sarmento.
Nos finais do século XX, o terreno onde se encontra foi surribado, tendo o marco sido acidentalmente atingido pela pá de uma máquina, o que originou a danificação da face principal. Em consequência, o marco foi recolhido, tendo sido depois recolocado no local original.
Catarina Oliveira
DGPC, 2018
(com a colaboração do Museu do Douro)

Imagens

Bibliografia

Título

As demarcações pombalinas no Douro vinhateiro

Local

Porto

Data

1951

Autor(es)

FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da

Título

As demarcações marianas no Douro vinhateiro

Local

Porto

Data

1996

Autor(es)

FONSECA, Álvaro Baltasar Moreira da

Título

Marcos da Demarcação

Local

Peso da Régua

Data

2007

Autor(es)

AA.VV.