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Cine-Teatro Ribeiro da Conceição (antigo), anteriormente Hospital da Misericórdia - detalhe

Designação

Designação

Cine-Teatro Ribeiro da Conceição (antigo), anteriormente Hospital da Misericórdia

Outras Designações / Pesquisas

Antigo Hospital da Misericórdia de Lamego / Hospital da Santa Casa da Misericórdia de Lamego / Teatro Ribeiro da Conceição(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Cine-Teatro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Lamego / Lamego (Almacave e Sé)

Endereço / Local

Avenida Regimento de Infantaria
Lamego

Número de Polícia: 9

Avenida Visconde Guedes Teixeira
Lamego

Largo Luís de Camões
Lamego

Largo do Rossio
Lamego

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O edifício que hoje conhecemos como Cine-Teatro Ribeiro da Conceição pertenceu, na sua origem, à Misericórdia de Lamego, acolhendo, até 1892, o hospital desta confraria. A sua história posterior é mais complexa, passando por diversas fases, até à aquisição por parte de José Ribeiro Conceição, que o transformou em cine-teatro.
A Misericórdia de Lamego foi fundada a 20 de Abril de 1519, em cumprimento de uma disposição de D. Manuel, que pretendia ver nascer estas confrarias nas cidades da sua jurisdição, ficando sediada na Igreja de São Francisco (GOODOLPHIM, 1897, p. 395; COSTA, 1982, p. 388). O hospital deveria ser contemporâneo desta instituição, mas o imóvel correspondente ao cine-teatro foi construído, ou reedificado, apenas no século XVIII. As obras tiveram início em 1727, e a fachada que se conserva é um bom exemplo da arquitectura barroca da primeira metade do século XVIII no nosso país, onde as fachadas tendem a desenvolver-se num único plano, sendo dinamizadas pela abertura ritmada de vãos, e pelos elementos decorativos que ostenta. De três pisos separados por friso, na base das janelas de sacada do andar nobre, o frontispício do antigo hospital é aberto por um conjunto simétrico de portas e janelas, correspondendo as do piso térreo a lojas abaixo do nível da rua. Ao centro, o portal principal (de linhas rectas e rematado por pedra de armas), a que se acede por escadaria, reúne numa mesma composição o nicho no andar superior. Este, é flanqueado por pilastras e coroado por frontão de aletas interrompido por escudo. As janelas são encimadas por motivos diversos, com aletas a enquadrar acantos. No alçado lateral, destaca-se a dupla arcaria do pano central.
Quando o Hospital foi transferido para Alvoraçães, em 1892, o antigo edifício ficou sem destino por alguns anos, até ser utilizado como Quartel do Batalhão do Regimento de Infantaria 9, entre 1896 e 1897, ano em que um incêndio destruiu o imóvel. A sua aquisição, em hasta pública, aconteceu somente em 24 de Maio de 1924, demorando cerca de cinco anos a ser reabilitado como Cine-Teatro. Ribeiro Conceição, natural de Ferreiros de Avões, vivia no Brasil desde os 10 anos, tendo-se dedicado ao comércio e à armação, possuindo um vapor que fazia a viagem entre Buenos Aires e o Norte do Brasil (CABRAL, 1996, p. 72). Inaugurado a 2 de Fevereiro de 1929, o novo espaço cultural da cidade foi muito aclamado nos jornais da região, que acentuaram a sua história referindo que "O Palacio da dôr transformou-se num belo palacio de prazer!" (IDEM, p. 74). Manteve-se, no entanto, a fachada original, como, aliás, obrigava o contracto de venda (IDEM, p. 69). O auditório é de planta circular, possuindo boca de cena em arco abatido, fosso para orquestra, plateia, frisas, primeiro e segundo camarote. Para além do teatro, o equipamento servia também como cinema, mudo até 1932, e sonoro posteriormente.
Assim se manteve, com diversas empresas de exploração, até 1987, ano em que encerrou definitivamente as suas portas. Foi adquirido, aos poucos, pela Câmara Municipal que, a partir da década de 1990, recuperou o espaço.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Lamego Antiga

Local

Lamego

Data

1989

Autor(es)

LARANJO, F. J. Cordeiro

Título

Cinema em Lamego: (do mundo aos nossos tempos)

Local

Lamego

Data

1996

Autor(es)

CABRAL, Fernando