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Pelourinho de Alhais - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Alhais

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho dos Alhais(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Vila Nova de Paiva / Vila Nova de Paiva, Alhais e Fráguas

Endereço / Local

Largo da Praça
Alhais

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A localidade de Alhais estava integrada no couto de Fráguas, do qual também fazia parte Barrelas (Vila Nova de Paiva), entregue por D. Teresa a D. Garcia Garcês, em 1128. Mais tarde, no século XIII, D. Afonso II concedeu estes territórios a D. Martim Fernandes de Riba de Vizela e a sua mulher D. Estefânia Soares, a quem coube a vila de Alhais pela morte do marido, e que a doou de seguida ao mosteiro de S. João de Tarouca. O foral foi outorgado por D. Manuel em 1514.
O pelourinho da localidade ergue-se num largo central da povoação, onde ainda está o forno do povo, e onde antigamente ficava a casa da cadeia. Ergue-se sobre um grande rochedo de granito aí localizado, com cerca de 2,5 m de altura e 3,5 m de diâmetro, constituindo a um tempo a plataforma do monumento e a base da coluna, que nele assenta directamente. A coluna possui fuste cilíndrico e liso, e é rematada no topo por um arremedo de capitel, constando de um troço cilíndrico com o mesmo diâmetro do fuste, com um estreito anel relevado na base e outros dois, equidistantes, acima deste. Sobre este singelo capitel assentam duas peças quadrangulares sobrepostas, ao modo de ábaco, sendo a inferior decorada com diminutas carrancas nos cantos. O remate é formado por um bloco cúbico com a área central e superior de cada face rebaixada, de forma a que se destaque um "U" relevado nos lados, concedendo à peça o aspecto de um pequeno castelo. No topo do cubo levanta-se uma peça prismática ao comprido, encimada por um pequeno cone arredondado, colocado ao centro. Resta ainda um furo, que poderá ter servido para fixar uma argola de sujeição, na parte inferior do fuste. Por fim, merece destaque o facto do remate estar orientado de acordo com os pontos cardeais, ficando a peça transversal do topo no sentido N-S.
O levantamento do pelourinho ter-se-à sucedido ao foral, ainda que a sua tipologia não torne evidente a datação. Corresponde, de maneira geral, à de outros monumentos do distrito de Viseu, muito singelos e de factura tosca, alguns datáveis dos séculos XVII ou XVIII (segundo inscrição). É o caso dos pelourinhos de Campo Benfeito, Casal do Meio, Chavães, Paçô e Sever, localidades que não tiveram foral manuelino, e Fráguas, Couto de Baixo, Mondim de Cima e Pendilhe. Apesar da simplicidade dos exemplares referidos, encontram-se alguns pormenores decorativos entre os pelourinhos pertencentes a concelhos com foral dado por D. Manuel, geralmente incluindo carrancas, escudos de armas nacionais, e arremedos de heráldica manuelina (esferóides). Assim, será lógico datar o pelourinho de Alhais das primeiras décadas do século XVI. Refira-se ainda que o pelourinho de Paçô está igualmente implantado sobre um rochedo. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde