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Castelo de Monforte - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Monforte

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Monforte de Rio Livre / Castelo e cerca urbana de Monforte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Chaves / Santo António de Monforte

Endereço / Local

Outeiro da Serra do Brunheiro
Monforte

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 37 728, DG, I Série, n.º 4, de 5-01-1950 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A ascensão de Monforte de Rio Livre a cabeça de território aconteceu no reinado de D. Afonso III, no mesmo processo de organização da fronteira setentrional tentada por este monarca e que deu origem, por exemplo, ao castelo de Montalegre (GOMES, 1993, p.183). A sua primitiva forma, todavia, parece ter-se consumado ainda no século XII, altura em que se encontra documentado um nobre tenente do castelo (GOMES, 2003, p.171). Paralelamente, alguns autores apontam também como provável origem do povoado o período proto-histórico, atribuição que se assume como essencialmente tradicional, não se tendo, até agora, identificado quaisquer vestígios materiais que a confirmem.
A maior parte do conjunto actualmente edificado data de finais do século XIII e primeira metade do seguinte. Depois de passada a carta de foral de D. Afonso III, em 1273, a (re)construção da fortaleza continuou pelo reinado de D. Dinis e estaria concluída na primeira metade do século XIV, altura em que se documenta a presença de um alcaide na localidade e se verifica um forte crescimento do espaço urbano.
A torre de menagem, construída em 1312 (GOMES, 2003, p.171), é o principal elemento remanescente e aquele que confere ao castelo a imagem militar por excelência. De planta quadrangular, compõe-se de três andares, escassamente documentados exteriormente por apertadas frestas, e com acesso por porta elevada, de arco em volta perfeita, aberta numa das faces voltadas ao pátio interior do recinto. Em altura desconhecida, este acesso foi protegido por um alpendre, de que ainda restam os vestígios de adossamento do telhado. No piso inferior, a torre possui uma cisterna abobadada, a que se acedia através de uma abertura axial. O piso nobre era o segundo e separava-se do inferior por meio de uma abóbada de berço, de que apenas restam os arranques. Finalmente, o acesso ao adarve exterior era efectuado por uma escadaria em caracol, "integrada na espessura da parede", sendo o coroamento efectuado por uma série de mísulas tripartidas, que suportariam um desaparecido balcão de matacães (TEIXEIRA, 1996).
O castelo propriamente dito compõe-se por um pátio rectangular, delimitado por muralhas de aparelho cuidado, a que se acede por duas portas: a do lado Sul é de arco em volta perfeita e vão relativamente estreito; a do lado ocidental, mais larga e de arco quebrado, era a porta principal, colocando em comunicação o reduto defensivo com a vila medieval. Esta, tinha três portas, e era cercada por uma muralha que se ligava à do castelo e que rompia a simetria do conjunto para proteger uma pequena fonte (GOMES, 2003, p.171). No seu interior, existia a Casa da Câmara, a igreja paroquial e a capela de Nossa Senhora do Prado, edifícios ainda de pé no século XVIII.
O momento de apogeu que o reinado de D. Dinis significou, depressa deu lugar a uma lenta decadência. Menos de um século depois, D. João I viu-se forçado a criar, em Monforte, um couto de homiziados, devendo datar, dessa altura, a barbacã e o fosso que rodeava o castelo nos inícios do século XVI. Por essa altura, D. Manuel renovou o foral da localidade mas, mesmo assim, a medida não foi suficiente para evitar o despovoamento da vila, que contava, por essa altura, "X ou XII vizinhos e todas as outras casas sam derrybadas e feytas em pardieiros" (IDEM, p.172, citando Duarte D'Armas).
A última fase de obras data da Restauração da Independência, a partir de 1640. Nessa altura, construiu-se um "meio baluarte" sobre parte da parcela acrescentada no final da Idade Média e outras estruturas localizadas a Leste da torre de menagem (IDEM, p.172).
Sujeita a obras nos meados do século XX (especialmente a cobertura de betão e telha da torre de menagem - 1962), o local foi alvo de melhoramentos na década de 90, tendo-se efectuado uma campanha arqueológica elementar no interior e dotado o local de parque automóvel e outros melhoramentos, mas o conjunto aguarda, ainda, um projecto de investigação arqueológica global.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Noticias Archeologicas extrahidas do «Portugal Antigo e Moderno» de Pinho Leal, com algumas notas e indicações bibliographicas

Local

Lisboa

Data

1903

Autor(es)

DIAS, Eduardo Rocha

Título

O povoamento medieval em Trás-os-Montes e no Alto Douro. Primeiras impressões e hipóteses de trabalho, Arqueologia Medieval, nº2, pp.171-190

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

GOMES, Paulo José Antunes Dórdio

Título

A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal

Local

Barcelos

Data

1969

Autor(es)

PERES, Damião

Título

Castelos da Raia Vol. II:Trás-os-Montes

Local

Lisboa

Data

2003

Autor(es)

GOMES, Rita Costa

Título

Castelos Portugueses

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor

Título

Breves Notas sobre a região do Alto Tâmega

Local

Chaves

Data

1984

Autor(es)

MARTINS, João Baptista

Título

Monforte do Rio Livre, Revista de Guimarães, nº57, fasc.3-4, pp.183-190

Local

Guimarães

Data

1947

Autor(es)

AMORIM, João Vaz de

Título

De Aquae Flaviae a Chaves. Povoamento e organização do território entre a Antiguidade e a Idade Média, Dissertação de Mestrado apresentada à Faculdade de Letras da Universidade do Porto

Local

Porto

Data

1996

Autor(es)

TEIXEIRA, Ricardo Jorge Coelho Marques Abrantes

Título

Inventário de sítios com interesse arqueológico do Concelho de Chaves

Local

Chaves

Data

1984

Autor(es)

MARTINS, João Baptista

Título

Chaves. Apontamentos arqueológicos

Local

Chaves

Data

1931

Autor(es)

ALVES, Francisco Manuel

Título

Chaves Antiga

Local

Lisboa

Data

1929

Autor(es)

CARVALHO, Augusto César Ribeiro de

Título

Por Montes e Vales...Terras de Monforte e Terras de Montenegro, Acquae Flaviae, nº14, pp.11-115

Local

Chaves

Data

1995

Autor(es)

AMORIM, João Vaz de

Título

História da Arte em Chaves - O Românico

Local

Chaves

Data

2011

Autor(es)

BRÁS, Júlio Alves