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Edifício do Diário de Notícias - detalhe

Designação

Designação

Edifício do Diário de Notícias

Outras Designações / Pesquisas

Edifício do Diário de Notícias(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

-

Inventário Temático

Arquitectura Industrial Moderna (1925-1965)

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Santo António

Endereço / Local

Avenida da Liberdade
Lisboa

Número de Polícia: 266-266 A

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
Edital N.º 17/85 de 1-03-1985 da CM de Lisboa
Despacho de homologação de 7-09-1984 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 5-09-1984 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 31-08-1984 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 29-06-1984 da AAP
Proposta de classificação de 25-05-1984 do IPPC

ZEP

Portaria n.º 529/96, DR, I Série-B, n.º 228, de 1-10-1996 (sem restrições) (ZEP dos edifícios classificados da Avenida da Liberdade e área envolvente) (ver Portaria)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Edifício-Sede do "Diário de Notícias"
Avenida da Liberdade, 266-266A, Lisboa
Arqº Porfírio Pardal Monteiro
1936-1940

Da autoria do arquitecto Porfírio Pardal Monteiro, esta construção singular foi o primeiro edifício moderno da principal avenida de Lisboa e a primeira obra arquitectónica a ser projectada de raiz para um jornal, entre nós. De planta rectangular, com cave e seis pisos, este edifício possuí no interior diversos pátios que lhe concedem um ritmo muito específico e peculiar: trata-se de uma solução construtiva de um edifício misto (indústria-escritórios) com uma frente claramente urbana.
A sua fachada é totalmente revestida a pedra aparelhada, demonstrando o seu corpo mais alto uma forma de torre facetada, rasgada por janelas e finalizada pela presença de um motivo luminoso conseguido pelo seu prisma hexagonal.

O primeiro piso deste imóvel encontra-se rasgado por duas portas coroadas por palas, possuindo os restantes registos janelas simples rodeadas por um conjunto de pilares e molduras, terminando todos eles num terraço coberto, tipo alpendre. Não obstante, a fachada posterior deste edifício é mais elevada que as restantes caixas murárias, encimados por uma grade, enquanto que a do primeiro o é por uma cornija arquitravada.

De referir ainda a existência de uma fachada tardoz, concebida em linguagem mais deporada, funcionalmente destinada aos serviços de tipografia. Relativamente ao seu património integrado, são dignos de menção os frescos assinados por Almada Negreiros - "Grande Planisfério" e "Quatro alegorias a Portugal e à Imprensa" - existentes no seu interior, tanto na zona do hall como no seu vestíbulo principal. De referir, ainda, o facto deste edifício ter merecido o Prémio Valmor, em 1940.

Sandra Vaz Costa/ Docomomo Ibérico
Junho de 2001

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectos n.º13

Local

-

Data

1940

Autor(es)

-

Título

P. Pardal Monteiro Arquitecto

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

CALDAS, João Vieira

Título

Arquitectura Portuguesa do Século XX, in História da Arte Portuguesa (dir. Paulo Pereira), vol. 3

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

TOSTÕES, Ana Cristina

Título

A Arte em Portugal no Século XX

Local

Venda Nova

Data

1985

Autor(es)

FRANÇA, José-Augusto

Título

Guia da Arquitectura

Local

Lisboa

Data

1994

Autor(es)

-

Título

A Arquitectura da Indústria, 1925-1965. Registo Docomomo Ibérico

Local

-

Data

-

Autor(es)

-