Saltar para o conteúdo principal da página

Castelo de Esporão - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Esporão

Outras Designações / Pesquisas

Castelo de Esporão / Torre do Esporão / Solar da Herdade do Esporão / Castelo do Esporão / Torre do Esporão / Solar da Herdade do Esporão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Reguengos de Monsaraz / Reguengos de Monsaraz

Endereço / Local

Herdade do Esporão
Reguengos de Monsaraz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Considerada "umas das mais antigas propriedades rigorosamente demarcadas do termo ancestral de Monsaraz" (ESPANCA, 1978), a Herdade do Esporão encontrava-se já delimitada em 1267, pertencendo nesta época a Soeiro Rodrigues, juiz de Évora. No entanto, o morgadio do Esporão só seria instituído em 1427 por D. Teresa Anes da Fonseca, casada com Fernão Lopes Lobo.
A sua filha, D. Leonor Ribeiro da Fonseca casou com Álvaro Mendes de Vasconcelos, cavaleiro da casa do Duque de Bragança e regedor da cidade de Évora, que mandou edificar durante o seu morgadio, entre os anos de 1457 e 1490, a Torre do Esporão (GONÇALVES, 1975). Este edifício é um símbolo emblemático da arquitectura militar alentejana nos últimos anos do gótico. Não tendo qualquer utilidade ao nível de defesa territorial, a sua edificação prendeu-se sobretudo com questões de afirmação social.
Esta era uma atitude comum na sociedade portuguesa de então, em que muitas famílias nobres em ascensão mandavam edificar nos seus senhorios ou nas urbes onde viviam torreões que serviam de residência, ou de local de pernoita, e que tinham como objectivo salientar a pureza da sua linhagem e a sua nova condição social. Terá sido este o caso de Álvaro Mendes de Vasconcelos.
De planimetria quadrangular, a torre divide-se em três registos com fenestrações nos pisos superiores, dispostas de forma simétrica. Na fachada principal da torre foi edificada uma escadaria, de acesso ao segundo piso, edificada sobre um arco.
Esta estrutura exterior não corresponde à edificação primitiva, que foi sendo alterada pelos sucessivos proprietários. Além das alterações, também a progressiva degradação do imóvel foi um factor preponderante para as alterações que sofreu no século XX. Em 1973 a Herdade do Esporão foi comprada pela Finagra, que em 2002 custeou obras de reabilitação do edifício, que alteraram substancialmente as fachadas e sobretudo os espaços interiores da torre.
Catarina Oliveira
GIF/IPPAR/2006

Bibliografia

Título

Monsaraz e o seu Termo, Boletim da Junta Distrital de Évora, nº 2, pp. 56 - 73

Local

Évora

Data

1962

Autor(es)

GONCALVES, José Pires

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

A defesa e solar do Esporão, no termo de Monsaraz, A Cidade de Évora, nº 58, pp. 27 - 81

Local

Évora

Data

1975

Autor(es)

GONCALVES, José Pires

Título

Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico

Local

Coimbra

Data

2010

Autor(es)

CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos