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Estação Arqueológica das Fragas do Diabo - detalhe

Designação

Designação

Estação Arqueológica das Fragas do Diabo

Outras Designações / Pesquisas

Fragas do Corgo / Veiga dos Moinhos / Abrigos rupestres Fragas do Diabo / Estação Arqueológica das Fragas do Diabo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Estação

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mogadouro / Vilarinho dos Galegos e Ventozelo

Endereço / Local

-- -
-

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 10-11-1983 do Ministro da Cultura

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A presente classificação refere-se à "Estação Arqueológica das Fragas do Diabo", localizada nas imediações de Vilarinho dos Galegos, na base da encosta das margens da ribeira da Veiga, no início do desfiladeiro das Fragas do Diabo, também conhecido localmente por "Fragas do Corgo", numa zona pontuada por numeros locais que poderiam ter sido de igual modo amplamente utilizados para as mesmas finalidades tipológicas, ainda que o seu interior não ostente quaisquer indícios de fruição artística rupestre.
Estamos, neste caso, em presença de um conjunto de abrigos rochosos distados entre si por, sensivelmente, cinquenta metros, e utilizados, para fins cultuais, durante um período indeterminado da denominada "Pré-história Recente" desta região do Noroeste peninsular.
É no interior, e quase sempre na área mais recuada, destes abrigos, protegidos exteriormente pelas denominadas "palas", que se encontram os painéis gravados. De formas diferenciadas, consoante o abrigo, estes suportes apresentam uma configuração irregular, como sucede habitualmente nesta tipologia arqueológica, perante o aproveitamento (e acomodamento) das características geológicas preexistentes. Além disso, podem atingir, como no caso do "Abrigo 1", dimensões máximas de meio metro de altura por um de largura.
Também os motivos representados apresentam uma considerável variabilidade, mesmo que o "Abrigo" que aduz maior número de figurações, o "3", distribuído ao longo de diversos painéis, verticais ou subverticais, apresente apenas gravuras tipo "unhadas do diabo", em que pequenos traços verticais ou oblíquos foram horizontalmente tracejados de modo isolado e, mais frequentemente, em associação. Em contrapartida, as gravuras do "Abrigo 5" são bastante diferentes e executadas com um ou múltiplos traços, com aproximadamente dois a cinco centímetros de profundidade e de perfil em "V", alguns dos quais configurando o que poderá ser entendido como a única tentativa verdadeiramente compósita de todo este conjunto, constituída por uma continuidade de quatro fiadas horizontais de abundantes traços verticais, os quais, no caso do alinhamento inferior, se apresentam unidos por um extenso sulco horizontal, formando uma espécie de motivo "escalariforme".
De todos os "Abrigos", foi este último, o "5", a ser objecto, até ao momento, de uma sondagem arqueológica, que permitiu identificar a presença de eventuais lareiras e recolher dois fragmentos de recipientes cerâmicos de fabrico manual, embora de difícil classificação cronológica e cultural.
[AMartins]

Bibliografia

Título

As gravuras rupestres das Fragas do Diabo (Mogadouro), Cadernos de Arqueologia

Local

Braga

Data

1984

Autor(es)

LEMOS, Francisco Sande, MARCOS, Domingos dos Santos

Título

Catálogo dos monumentos e sítios arqueológicos do Planalto Mirandês (Pré-História), Brigantia, vol. 13, nº3/4, pp.193-233

Local

Bragança

Data

1993

Autor(es)

MARCOS, Domingos dos Santos

Título

Pré-História recente no Planalto Mirandês (Leste de Trás-os-Montes)

Local

Porto

Data

1992

Autor(es)

SANCHES, Maria de Jesus