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Pelourinho de Segura - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Segura

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Segura (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Idanha-a-Nova / Zebreira e Segura

Endereço / Local

Largo Professor João Miranda (antigo Largo do Município)
Segura

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A povoação de Segura, situada num alto cabeço na margem direita do rio Erges, que separa Portugal de Espanha, surgiu certamente como antiga atalaia romana, junto à via militar que ligava Mérida à Guarda. Segundo alguns historiadores, esta região faria parte do dote de D. Isabel de Aragão, a Rainha Santa, tendo passado para a posse portuguesa aquando do seu casamento com D. Dinis, em 1282. Veio depois a pertencer à Ordem do Templo, passando a comenda da Ordem de Cristo a partir de 1311, na sequência da extinção da primeira. É possível que tenha recebido foral templário, mas conhece-se apenas o foral novo dado por D. Manuel, em 1510, que constituiu Segura em sede de concelho até 1836, quando foi anexada a Salvaterra do Extremo (e pouco mais tarde a Idanha-a-Velha). A freguesia conserva ainda o símbolo maior da sua perdida autonomia, o pelourinho, que se ergue no largo da antiga Casa da Câmara.
Construído na época da doação do foral manuelino, o pelourinho de Segura levanta-se sobre um soco de dois degraus quadrados assente numa plataforma circular, semi-embebida no pavimento desnivelado. A base da coluna é igualmente circular, sendo o fuste oitavado, com faces lisas. O capitel, sobre anel oitavado, tem as faces côncavas, e é decorado com pérolas. Sustenta um prisma oitavado com decoração heráldica, nomeadamente quatro escudos ligados por cordas, com símbolo tradicionais nas representações manuelinas: o escudo das armas régias, a Cruz de Cristo, e uma esfera armilar (truncada), emblema do Venturoso. Um quatro escudo está ilegível, sendo provável que apresentasse simbólica concelhia. Este bloco é rematado por uma pirâmide de base oitavada e topo truncado, com pérolas nas faces. A tipologia deste pelourinho é bastante semelhante à de outros no concelho e mesmo no distrito, salientando-se o de Salvaterra do Extremo. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Beira Baixa. A memória e o olhar

Local

Lisboa

Data

1993

Autor(es)

MARCELO, M. Lopes