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Pelourinho de Bemposta - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Bemposta

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Bemposta (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mogadouro / Bemposta

Endereço / Local

Estrada Nacional 221-6, Mogadouro - Miranda do Douro
Bemposta

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Bemposta, hoje em dia a maior freguesia do concelho de Mogadouro, chegou a ser vila e sede de concelho, entre 1315 e o início do século XIX. No início da nacionalidade a localidade pertencia a Penas Roías, e a colonização cristã de todo o território foi feita com gentes oriundas das terras de Leão, que deixaram marcas na cultura local (caso da língua Mirandesa, falada justamente até à Bemposta). D. Dinis concedeu-lhe foral em 1315, fazendo-a villa, e erguendo as muralhas que contribuíram para a fixação das populações. No século XIV, D. Fernando doou-a aos nobres galegos que o apoiaram nas lutas contra Castela. No século XV eram seus donatários os senhores de Vila Flor, e no século seguinte o seu padroado pertenceu aos marqueses de Távora, passando em 1759 para a coroa. Em 1512, D. Manuel outorgou foral novo à vila, que permaneceria sede de concelho até 1836, quando a circunscrição foi extinta e finalmente integrada no concelho de Mogadouro.
O pelourinho da Bemposta terá sido erguido na sequência do foral manuelino, de acordo com a sua tipologia, e principalmente pela comparação feita com outros monumentos semelhantes no mesmo concelho, nomeadamente o de Azinhoso, com alguma decoração primo-quinhentista. Ergue-se num pequeno largo da aldeia, onde em tempos se localizariam igualmente a Casa da Câmara, Tribunal e Cadeia. Assenta num soco de dois largos degraus quadrangulares de aresta, de factura moderna, que substituem dois outros originais, ainda visíveis em fotografias antigas, já muito danificados. O pelourinho é constituído por base, coluna e capitel / remate, em granito, e de factura algo tosca. A base da coluna é circular, com o topo afeiçoado de forma a ajustar-se à menor largura do fuste. Este é liso e cilíndrico, composto por dois tambores, sendo o inferior cerca de três vezes mais alto que o superior. Este, por sua vez, ostenta numa das faces o escudo de armas do Reino, voltado ao contrário (de cabeça para baixo). Sobre a coluna assenta directamente um arremedo de capitel, que não passa de um disco cilíndrico, com a mesma secção do fuste, de onde irrompem quatro curtos braços em cruz. O remate é uma pirâmide de secção circular, encimada por dois pequenos discos sobrepostos intervalados por escócia decorada com oito bolas, única ornamentação do conjunto.
Este modelo, conhecido como "Bragançano", porque se considera inspirado no pelourinho de Bragança (CHAVES, Luís, 1938), foi plasmado em muitos monumentos da região, caso do já referido exemplar de Azinhoso, e ainda Mogadouro, Chacim, Freixo de Espada-à-Cinta, Frechas, Lamas de Orelhão, Frieira (este muito restaurado), Outeiro, Vale de Prados, Vimioso, Vinhais e Vilar Seco de Lomba (quase inteiramente destruído). SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís