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Igreja matriz de Cernache do Bonjardim - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Cernache do Bonjardim

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de São Sebastião, matriz de Cernache do Bonjardim / Igreja Paroquial de Cernache do Bonjardim / Igreja de São Sebastião (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Sertã / Cernache do Bonjardim, Nesperal e Palhais

Endereço / Local

- junto à EN 238
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 44 075, DG, I Série, n.º 281, de 5-12-1961 (por lapso, voltou a classificar) (ver Decreto)
Decreto n.º 43 073, DG, I Série, n.º 162, de 14-07-1960 (classificou) (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A paróquia de São Sebastião de Cernache do Bonjardim foi criada em 1554, com pároco apresentado pelo Prior do Crato. No ano seguinte iniciava-se a construção da igreja matriz. Em 1576 ainda se prolongavam as obras internas do templo, sendo reitor o Padre António Fernandes. No ano de 1590 a edificação estaria concluída, sendo referido nos registos da igreja o custo da obra, dois mil réis. Nesta época, a paróquia possuía duas confrarias, a do Santíssimo Sacramento e a de Nossa Senhora do Rosário. Dois anos depois era colocada a cobertura interna. No ano de 1614, o templo recebia as primeiras obras de reparação, custeadas por uma finta especial lançada sobre os privilegiados da Ordem de Malta residentes na freguesia.
Com estrutura semelhante à da Matriz de Pedrógão Pequeno, a Matriz de Cernache do Bonjardim apresenta planta longitudinal composta por dois corpos rectangulares justapostos, estando dividido por três naves e capela-mor, com duas sacristias de planta quadrangular adossadas às naves laterais e torre sineira adossada à fachada. A fachada principal está dividida em dois registos, o primeiro com portal de moldura rectangular ladeada por duas janelas de moldura em arco perfeito. O segundo registo possui uma janela e dois nichos em arco pleno. A fachada é terminada por remate trilobado com cornija. A torre sineira, adossada à fachada lateral esquerda, possui fresta rectangular no primeiro registo, e no segundo sineira com relógio rematada por coroamento piramidal. Esta é a segunda torre da igreja, construída nos finais do século XIX, uma vez que em 1893 foi demolida a torre original, que ameaçava ruir.
A fachada lateral esquerda possui no primeiro registo porta entaipada, dando para capela lateral, contraforte junto à capela-mor, e duas janelas de moldura rectangular no edifício anexo. No segundo registo, janela de moldura rectangular simples, que ilumina a nave lateral, e duas janelas moldura recta iluminando a capela-mor. O último registo possui três janelas de lintel recto sem moldura no alinhamento da nave central. A fachada lateral direita possui no primeiro registo portal de moldura rectangular simples que dá acesso à nave lateral do lado da Epístola, e porta e janela de moldura rectangular no corpo da sacristia. No segundo registo, duas janelas de moldura rectangular simples iluminam a nave lateral. O último registo possui quatro janelas de lintel recto sem moldura no alinhamento da nave central.
Interiormente, o templo é dividido em três naves, sendo a central mais alta, separadas por cinco arcos torais de volta perfeita assentes em colunas toscanas. Ao fundo, coro-alto em madeira. Ladeando o arco triunfal, dois altares com retábulos de talha dourada, dedicados à Virgem e ao Sagrado Coração de Jesus. Abrindo para a capela-mor, arco triunfal de volta perfeita com pedra de armas em talha no fecho, encimado por nicho integrando imagem de Cristo Crucificado e ladeado por colunas pseudo-salomónicas. A capela-mor é iluminada do lado do Evangelho, possuindo portas laterais semelhantes para acesso às sacristias. As paredes são revestidas por painéis de azulejos figurativos azuis e brancos com cenas da vida de São Sebastião, e ao centro possui retábulo em talha dourada. É coberta por abóbada de berço com caixotões delimitados por frisos de cantaria.
As primeiras grandes obras de reforma do interior da igreja foram executadas em 1688, por iniciativa do vigário Eusébio Leitão, durante as quais foram pintados os tectos das naves, de madeira, reparados e dourados os retábulos da igreja, e a capela-mor foi ampliada para ser colocado o trono no altar. No final da centúria seguinte, depois dos estragos sofridos quando do terramoto de 1755, o interior do templo volta a sofrer novas reformas; entre 1790 e 1793 foram reformados os altares de Nª Sª das Dores e de Santa Ana, e no ano de 1798 foi edificada a nova capela do Santíssimo, instituída por Joaquim Luís do Bom Jardim.
Catarina Oliveira
2003

Imagens

Bibliografia

Título

Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco

Local

Castelo Branco

Data

1976

Autor(es)

SALVADO, António

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

A Sertã e o seu Concelho

Local

-

Data

-

Autor(es)

FARINHA, Pe. António Lourenço

Título

Corografia Portuguesa e descripçam topographica do famoso Reyno de Portugal

Local

Lisboa

Data

1712

Autor(es)

COSTA, Pe. António Carvalho da

Título

Sernache do Bonjardim

Local

Lisboa

Data

1905

Autor(es)

TEIXEIRA, Cândido da Silva