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Pelourinho de Almendra - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Almendra

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Almendra(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Vila Nova de Foz Côa / Almendra

Endereço / Local

Largo da Praça
Almendra

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Em 960, o Castelo de Almendra encontrava-se referido no testamento da então donatária, D. Chama, Châmoa ou Flâmula Rodrigues, que dela fazia doação ao mosteiro de Guimarães, recém-fundado pela sua tia materna, D. Mumadona Dias. Manteve-se na posse do mosteiro ao século XII, sendo em 1130 mencionado entre os bens de D. Fernando Mendes Bravo, cunhado de D. Afonso Henriques, e em 1183 entre as terras da Ordem Militar de São Julião do Pereiro. Em c. 1270, a vila de Almendra era doada a D. Gil Martins, pai de D. Martim Gil, que veio a ser alferes-mor de D. Dinis, e em 1297 era finalmente integrada em território português, conforme o tratado de Alcanices, realizado entre Fernando IV de Leão e Castela e D. Dinis, e na sequência do qual as fronteiras de Portugal ficaram definitivamente estabelecidas. No ano imediato, em 1298, Castelo Rodrigo contestou a autonomia de Almendra, que foi sucessivamente integrada no seu termo e declarada concelho autónomo, por diversas decisões régias. Apenas em 1383 recobrou a sua autonomia, confirmada por D. Afonso V em 1449, mas sob a designação de concelho de Almendra e Castelo Melhor. O foral tão esperado foi concedido por D. Manuel em 1510, em documento que refere a existência de um foral antigo, mas que aparentemente nunca terá existido.
O pelourinho datará dos anos seguintes à atribuição do foral manuelino, de acordo com a sua feição quinhentista. Ergue-se num largo central da povoação, diante da antiga Casa da Câmara e cadeia comarcã. Sobre um soco de quatro degraus octogonais, de pedra aparelhada, acrescidos de um quinto que forma a base do fuste, levanta-se o conjunto da coluna, capitel e remate. A coluna possui fuste oitavado e liso, e é rematada por uma moldura decorativa igualmente oitavada a pouca distância do topo, criando uma espécie de colarinho, ou arremedo de capitel, encimado por ábaco oitavado. O remate é em gaiola, constituída por oito colunelos entre dois troncos de pirâmide oitavados, sendo o da base invertido. Esta mesma base, moldurada, é decorada com elementos vegetalistas e cabecinhas de anjos. Os colunelos são cilíndricos, assentes em pequena mísulas, e rematados por cogulhos no topo; o chapéu da gaiola, em pirâmide oitavada de faces lisas, assenta num colunelo central, também cilíndrico e liso. O coroamento é feiro por uma pequena esfera armilar, encimada por uma diminuta peça terminal.
Este pelourinho é muito semelhante a vários outros no distrito, tal como os de Aguiar da Beira, Carapito, Algodres, Almendra, Castelo Mendo, Castelo Rodrigo, Moreira de Rei, Muxagata, Trancoso, Marialva (este mais singelo), Alverca da Beira, Aveloso, Cedovim (restaurados), entre outros. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde