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Mosteiro de Folques, recheio artístico e quinta - detalhe

Designação

Designação

Mosteiro de Folques, recheio artístico e quinta

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de São Pedro / Mosteiro de Folques (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Arganil / Folques

Endereço / Local

- Quinta do Mosteiro
Ribeira de Folques

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A fundação da igreja e do mosteiro devem remontar ao século XI (segundo Frei Nicolau de Santa Maria já existia o mosteiro de São Pedro de Arganil em 1080), datando a sua transferência para Folques de cerca de 1190, ano da autorização do Bispo de Coimbra (SANTA MARIA, 1668, parte II, p. 158 e ss). Desde o final do século XVI que o mosteiro se encontra anexado à congregação dos Cónegos Regrantes de Santa Cruz de Coimbra, o que ocorreu definitivamente em 1620 com a anexação ao Colégio Universitário de Santo Agostinho.
Parte do edifício que chegou até nós pode ser recuado a uma campanha quinhentista, na qual se incluem o claustro e a torre, embora esta última seja de construção posterior mas com vãos manuelinos integrados (GONÇALVES, NOGUEIRA, 1953). O claustro junto à igreja apresenta lanços manuelinos a Nascente e os restantes são posteriores (IDEM). O claustro a Nascente apresenta o cronograma de 1760, que corresponde, certamente, à data da sua edificação. A igreja foi também remodelada do decorrer da centúria de Setecentos, ainda que conserve parte do seu equipamento original, como a pia de água benta, o púlpito com mísula manuelina e alguma imaginária (IDEM). O retábulo-mor é característico do final do século XVII, e na nave o tecto é apainelado.
A fachada da igreja, de pano único limitado por pilastras rematadas por pináculos, é marcada pela abertura do portal, de verga curva, encimado por cornija saliente onde se inscrevem as armas de São Pedro, a quem o templo é dedicado. O janelão do coro é octogonal e o alçado termina em empena. À direita ergue-se a torre sineira e no mesmo plano o alçado do mosteiro antecedido por escadaria de lanços convergentes.
Com a extinção das ordens religiosas, as instalações conventuais foram adquiridas pela Marquesa de Valada, que aí habitou. Conheceu depois diversos proprietários e em 1995 passou a ser gerido pela Câmara Municipal de Arganil, pelo Instituto do Emprego e Formação Profissional e pela Associação de Empresas da Agricultura, Comércio e Indústria da Beira Serra (Acibeira). Estas instituições criaram o Centro de Formação Profissional para o Sector Interempresas da Beira Serra (Cinterbei), que foi extinto em 2004 passando as suas funções a ser asseguradas pelo Centro de Emprego e Formação Profissional de Arganil, que conserva a propriedade do mosteiro, onde funcionam alguns dos seus serviços.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Santuário Mariano

Local

Lisboa

Data

1933

Autor(es)

SANTA MARIA, Frei Agostinho de

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos