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Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança - detalhe

Designação

Designação

Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança

Outras Designações / Pesquisas

Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança / Pousada de Belmonte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Belmonte / Belmonte e Colmeal da Torre

Endereço / Local

- na Serra de Nossa Senhora da Boa Esperança
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As origens do Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança remontam ao século XII, quando Gil Álvares Cabral e a sua mulher Maria Gil Cabral instituíram em Belmonte, entre 1240 e 1260, uma capela e um eremitério. O convento viria a ser fundado em 12 de Novembro de 1563 por Jorge Cabral, capitão de Baçaim e governador da Índia, destinando-se a albergar os Frades Menores de São Francisco da cidade da Covilhã, sendo a igreja reedificada nesta época. Em 1585, depois de reunido o Capítulo Provincial da Ordem, eram aprovados os estatutos que permitiam aos religiosos habitar o espaço conventual em Belmonte. Ao longo do século XVII o convento sofreu algumas modificações na sua estrutura, e em 1712 foram edificados os altares colaterais dedicados a Santa Luzia e a São João. No ano de 1718 o convento tornou-se cabeça da Ordem Terceira. As memórias paroquiais feitas em 1758 referem a ausência de padroeiro do convento, que na época tinha três dormitórios com 15 celas, hospedaria e oficinas. De entre os seus objectos de culto destacava-se a imagem de Nossa Senhora da Esperança, a qual, segundo a tradição, teria sido trazida da Índia por Pedro Álvares Cabral.
Em 1834, com a promulgação do decreto de Extinção das Ordens Religiosas, o Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança foi vendido em hasta pública, sendo adquirido por José Homem de Figueiredo, desembargador da Relação do Porto e progenitor do 1.º Conde de Caria; os seus objectos de culto ficariam integrados em diversas igrejas do concelho. Nos anos 90 do século XX foi elaborado o primeiro projecto de adaptação do convento a estalagem, que viria a ser alterado. Entre 1999 e 2001 o espaço conventual de Nossa Senhora de Belmonte seria transformado em pousada.
O Convento de Nossa Senhora da Boa Esperança é composto pela igreja e por dependências conventuais. A igreja tem planta longitudinal simples de nave única, capela-mor de dimensões mais reduzidas em relação ao corpo da igreja e antiga sacristia adossada do lado da Epístola. A fachada principal é rasgada por portal em arco de volta perfeita com duas arquivoltas, a interior biselada e a exterior boleada e decorada por esferas, assentes em colunelos, encimado por duas mísulas e um óculo circular. O conjunto é rematado por empena. A fachada lateral esquerda é rasgada por duas janelas, uma das quais tem gravada a data "1702". A outra fachada lateral possui três portas, duas de moldura recta, a outra em arco abatido, possuindo no registo superior o vão de acesso ao coro alto e uma janela no volume da capela-mor; possui ainda três janelas de moldura recta. A fachada posterior é rematada em empena cega, rasgada por uma janela ao nível do corpo mais recuado da sacristia.
O interior do convento foi completamente alterado para as funções hoteleiras que desempenha actualmente. No edifício da igreja, transformado em bar e sala de estar da pousada, as paredes foram rebocadas e pintadas, excepto a parede da cabeceira do edifício, que se manteve em alvenaria de granito, e o arco triunfal, com a estrutura original em volta perfeita e pedra de fecho em forma de losango. O coro alto, de madeira, possui falsa balaustrada e duas portas laterais de moldura recta. No espaço exterior junto à igreja situam-se as dependências conventuais, destacando-se o claustro, de planta rectangular, com o registo inferior assente em pilares angulares, constituídos por núcleo central quadrangular e colunas adossadas, com capitéis simples. Anexa à ala sul do claustro está uma antiga dependência de planta rectangular irregular e dois pisos, rasgados por vão de moldura recta, com escada de acesso ao piso superior. A actual sala de jantar possui janelas com conversadeiras.
Catarina Oliveira
IPPAR/2005

Imagens

Bibliografia

Título

Senhores, Cabrais e camponeses em Belmonte

Local

Belmonte

Data

2000

Autor(es)

CANELO, David Augusto

Título

Belmonte, Cabral e o descobrimento do Brasil

Local

Belmonte

Data

2000

Autor(es)

SILVA, Joaquim Candeias

Título

Memória Histórica do Convento de Nossa Senhora da Esperança de Belmonte, Revista Independência

Local

Lisboa

Data

1983

Autor(es)

GOMES, José Pinharanda

Título

Concelho de Belmonte - Memória e História. Estudo monográfico do concelho de Belmonte

Local

Belmonte

Data

2001

Autor(es)

MARQUES, Manuel, VARGAS, José Manuel