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Torre sineira da igreja da Fatela e a fachada da capela joanina que lhe fica à direita - detalhe

Designação

Designação

Torre sineira da igreja da Fatela e a fachada da capela joanina que lhe fica à direita

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora da Conceição (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Igreja Paroquial de Fatela / Igreja de São João Baptista (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Fundão / Fatela

Endereço / Local

-- -
Fatela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Do conjunto com protecção legal formado pela fachada da capela joanina e torre sineira, é mais antiga esta última, cuja edificação se pensa remontar ao século XVI. Muito embora não sejam conhecidas outras informações sobre este imóvel, a sua presença neste espaço implica uma forte marca religiosa que vem desde a época quinhentista, podendo colocar-se a hipótese de aqui ter existido um outro templo, com o qual a torre se encontrava relacionada. Esta, ergue-se a partir de uma base escalonada, com escadaria de um só lanço do lado esquerdo, que permite o acesso às sineiras. Sobre a cornija do embasamento, abrem-se dois arcos de volta perfeita, com um friso que corresponde às impostas, terminando este volume numa cornija sobre a qual assentam os cinco pináculos que rematam o conjunto, e entre os quais se destaca o central, com uma cruz sobre base cúbica.
Junto à torre, ergue-se a capela, dedicada a Nossa Senhora da Conceição. São muitas as incertezas que pairam sobre a sua fundação, com lendas relacionadas com as Invasões Francesas, e apenas uma data, um pouco tardia, a trazer alguma luz a toda esta questão. Na verdade, a linguagem arquitectónica e decorativa, de cariz barroco, que observamos na fachada sugere que a sua edificação tenha ocorrido no século XVIII, mas o portal principal exibe uma inscrição com o ano de 1858. É certo que este elemento pode revelar alguma discrepância em relação ao conjunto, e ter sido acrescentado somente em meados do século XIX, mas o testamento de D. Marta Taborela Carvalho Freire (datado de1867 e aberto em 1872) é bem claro ao referir-se à capela de Nossa Senhora da Conceição como uma obra instituída e patrocinada pelo seu marido (CHEIRA, 1980, p. 37).
Mantém-se, assim, a incerteza sobre a origem da capela, ainda que, dada a anterioridade da torre, se pense numa ideia de continuidade, e que a uma outra edificação tenha sobrevindo uma capela setecentista, a qual foi acrescentada ou modificada em 1858, colocando-se, nesta época, o brasão sobre o portal, que assinalaria a pertença a determinada família.
Tal não invalida, no entanto, a importância desta fachada, que esconde um espaço de nave única com coro alto, e capela-mor mais estreita, com retábulos de talha. Ao lado, o edifício anexo foi objecto de uma intervenção para ser transformado em lar.
A fachada caracteriza-se pelas duas pilastras laterais, com capitéis de ordem toscana, sobre os quais assenta o entablamento e a cornija, interrompidos no pano central. As das extremidades são coroadas por urnas e, ao centro, o alçado é rematado por um frontão de lanços contracurvado, formado por aletas de segmentos curvos, interrompidos pela cruz. O pano central é aberto pelo portal, em arco abatido, e exibe o brasão de armas no tímpano do frontão, que se liga à moldura do janelão superior, em frontão curvo.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco

Local

Castelo Branco

Data

1976

Autor(es)

SALVADO, António

Título

Subsídios para uma monografia da Fatela

Local

Fatela

Data

1980

Autor(es)

CHEIRA, João Rocha