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Capela do Senhor dos Milagres - detalhe

Designação

Designação

Capela do Senhor dos Milagres

Outras Designações / Pesquisas

Capela do Senhor dos Milagres (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Tábua / Tábua

Endereço / Local

Bairro dos Milagres
Tábua

Largo do Senhor dos Milagres
Tábua

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 40 684, DG, I Série, n.º 146, de 13-07-1956 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Situada em frente da igreja matriz, no Largo do Senhor dos Milagres, a capela, com a mesma invocação, remonta ao século XVIII, desenvolvendo-se através de uma plantimetria centralizada que articula um corpo poligonal com a capela-mor rectangular profunda. De facto, o templo reflecte a arquitectura de planta centralizada desenvolvida em Portugal durante o século XVII, relacionada com os círculos da corte, e com a afirmação da nova dinastia dos Bragança, ambos legitimados pelo culto eucarístico, com o qual este género de planta estabelecia uma forte analogia (VARELA GOMES, 2001). Contudo, no século XVIII esta ideia foi perdendo importância, e a "planta centralizada era escolhida por razões puramente formais" (IDEM, p. 382). Em todo o caso, permanece ainda por estudar, numa análise de conjunto, toda uma série de ermidas de planta poligonal, existentes no Norte e Litoral do país (Coimbra, Aveiro, Braga...), entre as quais se inclui a do Senhor dos Milagres.
A solução planimétrica aqui utilizada - nave hexagonal e capela-mor rectangular -, não deixa de recordar, ainda que em muito menor escala, outros exemplos semelhantes, entre os quais destacamos o da igreja do convento de Corpus Christi de Vila Nova de Gaia.
A fachada principal é aberta pelo portal, definido por pilastras laterais, e encimado por um complexo frontão interrompido, em cujo tímpano se rasga um óculo quadrilobado, flanqueado por conchas e aletas. Os restantes portais, nas duas fachadas contíguas à principal, são mais depurados, ainda que encimados por frontão e óculos. Os oito lados da nave são marcados por pilastras, encimadas por pináculos, já sobre a cornija que percorre todo o edifício. Situação idêntica acontece no corpo rectangular, onde se abrem ainda algumas janelas.
No interior, a articulação entre os dois corpos é feita através de um arco de triunfo de volta perfeita, ladeado por duas capelas, com arcos semelhantes, mas mais baixos. As caixas dos púlpitos, entre estes três arcos, apresentam uma decoração de grinaldas, já de final do século XVIII. Por fim, a capela-mor destaca-se pelo retábulo de talha dourado, de estilo nacional, com a imagem do Senhor dos Milagres.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Arquitectura, Religião e Política em Portugal no século XVII - A Planta Centralizada

Local

Porto

Data

2001

Autor(es)

GOMES, Paulo Varela

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos