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Igreja Paroquial de São Tiago de Rio de Moinhos - detalhe

Designação

Designação

Igreja Paroquial de São Tiago de Rio de Moinhos

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Santiago de Rio de Moinhos / Igreja Paroquial de Rio de Moinhos / Igreja de São Tiago(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Borba / Rio de Moinhos

Endereço / Local

Largo da Igreja
Rio de Moinhos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

De acordo com a pedra tumular do fundador do templo, a igreja teve o seu início em 1328 que, na Era de Cristo corresponde ao ano de 1290. Desta primitiva construção não subsistem quaisquer vestígios, pois o templo foi muito alterado pelas campanhas de obras posteriores.
De planta em cruz latina com uma única nave, a igreja de São Tiago apresenta fachada em empena antecedida por uma galilé setecentista onde se abrem cinco arcos de volta perfeita, um correspondente ao portal principal e dois nos alçados laterais.
No interior, a intervenção do século XVII encontra-se presente no rodapé de azulejos de padrão polícromo, com o denominado motivo de maçaroca, que se crê ter revestido, até ao século XVIII, todo o espaço interno do templo. A pintura mural da abóbada da nave, com losangos, ornatos florais e geométricos, e a representação das cenas da vida de São Tiago devidamente identificadas pelas respectivas legendas (ver leitura em ESPANCA, 1978) correspondem, certamente, ao tempo em que foi prior Manuel Ramos, ou seja, entre 1703 e 1718. Muito dinâmico também ao nível da encomenda artística, este pároco foi, muito possivelmente, responsável ainda por outros equipamentos nas capelas.
Na nave, encontram-se duas capelas que substituíram outras mais antigas, existentes no local onde hoje se observa o púlpito e o confessionário. Do lado do Evangelho, dedicada às Almas Santas, mantém-se o rodapé de azulejo, o mesmo acontecendo relativamente à capela fronteira, inicialmente dedicada a Nossa Senhora das Dores e, a partir de meados do século XVIII, a Santo António. O retábulo desta última, que configura um tríptico, deverá ser contemporâneo das obras do padre Manuel Ramos.
A capela-mor foi, também ela, objecto de uma intervenção no decorrer de Setecentos. A pintura mural que a caracterizava é, hoje, quase inexistente, destacando-se apenas o retábulo de talha dourada e recortada.
(RC)

Bibliografia

Título

Guia de Portugal, Vol. II

Local

-

Data

1927

Autor(es)

PROENÇA, Raul; SANTOS, Reynaldo dos

Título

«Pinturas Murais da Igreja de Santiago de Rio de Moinhos», Sep. do Instituto Português de Arqueologia, História e Etnografia

Local

-

Data

1970

Autor(es)

CASTELO-BRANCO, Fernando

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio

Título

O Concelho de Borba Topografia e História

Local

-

Data

-

Autor(es)

ANSELMO, António Joaquim