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Igreja de Linhares da Beira (Igreja de Nossa Senhora da Assunção), incluindo o seu recheiro artístico - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Linhares da Beira (Igreja de Nossa Senhora da Assunção), incluindo o seu recheiro artístico

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Assunção, matriz de Linhares da Beira
Igreja Matriz de Linhares da Beira / Igreja Paroquial de Linhares da Beira / Igreja de Nossa Senhora da Assunção(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Guarda / Celorico da Beira / Linhares

Endereço / Local

Largo da Igreja
Linhares

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 41 191, DG, I Série, n.º 162, de 18-07-1957 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O território correspondente, na actualidade, ao concelho de Celorico da Beira possui inúmeros testemunhos da passagem e fixação de comunidades humanas, desde a mais alta antiguidade, que o procuravam em busca dos recursos naturais necessários à sua sobrevivência, apesar da paisagem e do clima agrestes, porém suavizados pela fertilidade dos vales que bordejam o Rio Mondego.
Situada na Beira Alta, região serrana, por excelência, a povoação de Linhares desempenhou, conjuntamente a Celorico da Beira e a Trancoso, um papel determinante nas batalhas mantidas com muçulmanos e castelhanos, razão pela qual foi beneficiada regiamente, tendo sido conquistada aos mouros por D. Afonso Henriques (1109-1185), que a mandou povoar, recebendo o primeiro foral em 1169 e o segundo já no tempo de D. Manuel I (1469-1521), em 1510 (ALMEIDA, J. A. F. de, 1976, p. 319).
De entre as múltiplas construções erguidas ao longo dos tempos no seu perímetro, destaca-se a "Igreja Matriz de Nossa Senhora da Assunção de Linhares da Beira", situada a meia encosta junto ao castelo, com adro murado.
Embora de época moderna, alguns elementos ainda existentes no seu corpo, a exemplo do portal lateral, indiciarão a existência de um outro templo erigido no século XII. Vestígios estes de igual modo presentes numa cornija do corpo da nave, lavrada com meias esferas, assim como nos cachorros decorados com motivos zoomórficos e antropomórficos.
Não obstante, estamos perante uma igreja de nave única, com sacristia e "Casa do Despacho" adossadas, duas capelas e torre sineira com óculos quadrilobados e coroamento piramidal.
Separado do restante corpo do templo por arco triunfal de volta inteira ladeado por dois altares de talha dourada, a capela-mor apresenta fresta em ambos os lados e duas portas de lintel recto, ostentando pinturas sobre madeira (algumas das quais - A Adoração dos Magos, O Descimento da Cruz e a A Anunciação - atribuídas a Grão Vasco) nos seus alçados e cobertura de caixotões, estes últimos provavelmente colocados em seiscentos (Ibidem).
A fachada principal, possivelmente reedificada no século XVIII, exibe portal em arco abatido decorado com concheados, volutas laterais e frontão curvilíneo sobrepujado por janelão com o mesmo tipo de arco e finalizado por empena angular.
[AMartins]

Imagens

Bibliografia

Título

Celorico da Beira e Linhares

Local

Celorico da Beira

Data

1979

Autor(es)

RODRIGUES, Adriano Vasco

Título

Linhares. Terra beiroa

Local

Lisboa

Data

1944

Autor(es)

FRANCO, José

Título

Linhares antiga e nobre vila da Beira

Local

Folgosinho

Data

1995

Autor(es)

ABRANTES, Leonel

Título

Linhares, Tesouros Artísticos de Portugal

Local

Lisboa

Data

1976

Autor(es)

ALMEIDA, José António Ferreira de