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Troço da estrada real Lisboa-Porto em Airas - detalhe

Designação

Designação

Troço da estrada real Lisboa-Porto em Airas

Outras Designações / Pesquisas

Troço da Estrada Real Lisboa - Porto, em Airas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Estrada

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Santa Maria da Feira / São João de Ver

Endereço / Local

EN 223
Lugar de Airas

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 26-A/92, DR, I Série-B, n.º 126, de 1-06-1992 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Detendo vários testemunhos de um passado longínquo, o território abrangido, na actualidade, pelo concelho de Santa Maria da Feira foi parcialmente atravessado por uma antiga estrada real construída com blocos graníticos de dimensão irregular, com uma largura média de aproximadamente quatro metros e meio ao longo de 800m de extensão.
Uma estrada que foi, ao que tudo indica, lançada sobre uma via romana, numa clara demonstração do sentido estratégico e do rigor com a qual esta tinha sido traçada.
Com efeito, não devemos esquecer que, à semelhança do que sucedia nos restantes territórios dominados pelo Império romano, a antiga rede viária romana das actuais fronteiras físicas portuguesas constituía parte integrante, senão mesmo crucial, da (a)firmação política (ao mesmo tempo que económica), pois fundia-se com a estratégia de ordenamento territorial então pensada. Disposição esta que contemplava a implementação de uma política administrativa assente em dois vectores vitais para a sua cimentação: na definição de unidades político-administrativas e no traçado de vias que assegurassem a ligação contínua entre os principais centros populacionais, ao mesmo tempo que a sua renovação, face às exigências assomadas com o desenrolar dos acontecimentos registados em Roma.
A primeira destas traves mestras fundamentou-se essencialmente na definição territorial de civitates, as habituais unidades político-administrativas romanas, aproximadas, em termos de extensão, aos actuais distritos (e não tanto aos concelhos), com a sua cidade capital, à qual se subordinavam outras unidades urbanas, assim como a competente população rural. Uma estrutura que, como é natural, obrigava à delineação de um sistema viário bem arquitectado, pois era vital à indispensável circulação de bens e pessoas, designadamente das entidades às quais competia manter a ordem nos territórios conquistados. E, "Ainda que certas vias tenham seguido anteriores caminhos pré-romanos, mesmo que muitas delas não tenham sido pavimentadas e que as pontes construídas sobre os rios tenham sido, por vezes, de madeira ou de barcas, o investimento feito na instalação da rede viária deve ter sido considerável." (ALARCÃO, J. M. N. L, 1990, p. 373).
Na verdade, o "Troço da estrada real Lisboa - Porto em Airas" viria a ser reabilitado já no tempo do Marquês de Pombal (1699-1782).
[AMartins]

Bibliografia

Título

O domínio romano em Portugal, Forum da História

Local

Mem Martins

Data

1989

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

O Reordenamento Territorial, Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

A rede viária romana da faixa atlântica entre Lisboa e Braga

Local

Coimbra

Data

1996

Autor(es)

MANTAS, Vasco Gil