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Casa da Torre - detalhe

Designação

Designação

Casa da Torre

Outras Designações / Pesquisas

Quinta da Torre / Casa da Torre (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Santa Maria da Feira / São João de Ver

Endereço / Local

Quinta da Torre
São João de Ver

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Casa da Torre é um dos exemplos de edifícios brasonados do concelho, correspondendo a um vínculo antigo, mas cujos proprietários apenas foram nobilitados em 1904, através do título de Condes de S. João de Ver, instituído por D. Carlos a favor de Augusto da Cunha Sampaio Maia.
Não se conhece ao certo a data da sua edificação, mas é possível que remonte ao século XVIII. Antecedida por um pátio lajeado, a casa apresenta uma longa fachada marcada pela dupla escadaria, coincidente com os corpos laterais, mais salientes, e que permitem o acesso ao andar nobre onde se abre um alpendre suportado por uma série de colunelos toscanos. Entre o início das escadas, com guarda de cantaria e voluta de arranque, e nas zonas correspondentes aos corpos laterais, o piso térreo é aberto por arcos abatidos. As portas superiores são todas de verga recta. A dinâmica criada por todos estes elementos bem como as volutas das escadas ajudam a atribuir a sua construção à centúria de Setecentos.
Na outra fachada, também de dois pisos, o andar nobre é ritmado por um conjunto de janelas de guilhotina de verga recta e, no piso térreo, rasgam-se vários arcos de volta perfeita, desencontrados dos vãos superiores.
Uma referência final para a fonte que se encontra no pátio de entrada e que tem vindo a ser atribuída a Nicolau Nasoni. É certo que não há certezas quanto a esta aproximação à obra do arquitecto de Malta, e a verdade é que lhe são atribuídas obras em excesso, mas o que não se pode ignorar é a identificação de um gosto barroco neste equipamento, facto que, novamente, contribui para a tentativa de definição de uma cronologia de intervenções neste conjunto arquitectónico.
(RC)

Imagens