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Pelourinho de Barcelos - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Barcelos

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Barcelos (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Barcelos / Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)

Endereço / Local

Rua Dr. Miguel Fonseca (antiga Rua Duques de Bragança)
Barcelos

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

Portaria de 15-10-1953, publicada no DG, II Série, n.º 8, de 11-01-1954 (com ZNA) (ZEP da igreja matriz, do Paço dos Duques de Bragança, do Palácio. solar dos Pinheiros e da ponte sobre o Cávado)

Zona "non aedificandi"

Portaria de 15-10-1953, publicada no DG, II Série, n.º 8, de 11-01-1954

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O pelourinho de Barcelos é um dos mais emblemáticos pelourinhos nacionais, pelo refinamento artístico da sua concepção. Como a generalidade destes elementos, divide-se em quatro partes fundamentais: plataforma (de quatro degraus), base (neste caso bastante volumosa), fuste hexagonal de grande altura e terminação em gaiola igualmente hexagonal, antecedida por um pequeno capitel decorado inferiormente por um encordoado.
A gaiola é, sem dúvida, o elemento de maior interesse, desenhado como se de uma micro-arquitectura se tratasse. Compõe-se de uma estrutura contrafortada rematada por pináculos, que delimitam o espaço interior da gaiola, esta aberta a partir de janelas. O conjunto é rematado por um pináculo multifacetado que prolonga ainda mais em altura o pelourinho.
Por estes dados, percebe-se como o pelourinho de Barcelos é um dos que melhor atestam o poder simbólico que presidia à construção destes marcos. Quer pela sua altura (hoje reforçada pelo local de destaque que ocupa), quer pela excelência do seu trabalho escultórico, ele testemunha o grau de importância e de carga simbólica da autoridade concelhia no amplo processo de renovação de forais passada por D. Manuel.
Ao longo da sua história, este pelourinho conheceu três localizações distintas. Originalmente, situava-se no amplo largo traseiro à colegiada, diante dos Paços Municipais e dando directamente para o declive que conduzia ao rio. No século XVII, mercê da radical mutação urbanística proporcionada pela capela do Senhor da Cruz e pelo terreiro da feira, este símbolo de autoridade municipal foi deslocado para o Largo da Porta Nova, onde permaneceu até ao século XIX. Nesta última centúria, foi desmontado e disperso, perdida a função para a que tinha sido concebido. O processo de monumentalização das ruínas do Paço condal, e a organização do Museu Arqueológico de Barcelos, determinou nova transferência, desta vez impulsionada por António Ferraz, um dos mais importantes investigadores locais (ALMEIDA, 1990, p.41). O local então escolhido foi o largo defronte da Colegiada de Santa Maria, sítio que ainda hoje ocupa, em posição dominante sobre a ponte medieval e a tradicional entrada na cidade, para quem se desloca do Sul.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

História da Arte em Portugal - o Gótico

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de, BARROCA, Mário Jorge

Título

Barcelos, Verde Minho

Local

Barcelos

Data

1987

Autor(es)

MAGALHÃES, António Martins

Título

Barcelos

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de