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Mosteiro de Landim, incluindo a igreja, casa do Mosteiro e todo o terreno abrangido pela cerca - detalhe

Designação

Designação

Mosteiro de Landim, incluindo a igreja, casa do Mosteiro e todo o terreno abrangido pela cerca

Outras Designações / Pesquisas

Mosteiro de Landim (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Mosteiro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Braga / Vila Nova de Famalicão / Landim

Endereço / Local

- acesso pela Avenida do Mosteiro
Lugar do Mosteiro

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, 1.ª série B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Até à actualidade, a data de fundação do Mosteiro de Santa Maria de Landim permanece incerta. No entanto, aponta-se D. Gonçalo Rodrigues da Palmeira, fidalgo da corte de D. Teresa, como fundador do Monasteiro de Nandim, entre os anos de 1110 e 1128 (www.mosteirodelandim.com). Até ao final do século XII esta casa monacal masculina adoptaria a regra dos Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, agregando-se ao Mosteiro de São Salvador de Grijó (GOMES, 2000, p. 430).
O primitivo edifício de Landim seria um complexo românico, do qual ainda se visualizam alguns vestígios como "os capitéis e as arcadas cegas na capela da igreja e alguns capitéis geminados" (www.mosteirodelandim.com).
A grande transformação da estrutura arquitectónica do mosteiro iria, no entanto, verificar-se no século XVI, depois de ter sido extinto o seu priorado, passando a comunidade a ser administrada por comendatários, destacando-se de entre estes D. Miguel da Silva, bispo de Viseu, a quem é atribuída a iniciativa da grande obra de reforma do mosteiro no século XVI, executada por Francisco Cremona, arquitecto da sua "corte" (MOREIRA, 2000, p. 85; JAIME, MARTINS, TELES, 2005, p. 193).
Embora seja possível que o comendatário quisesse executar algumas reformas no mosteiro enquanto esteve em Portugal, a realidade é que o modelo edificado em nada se identifica com as obras renascentistas patrocinadas pelo bispo de Viseu, apresentando linhas inequivocamente maneiristas, muito ao gosto flamenguista que imperou nas edificações religiosas no Noroeste português entre meados do século XVI e os primeiros anos do século XVII. A obra terá sido executada na segunda metade da centúria, muito provavelmente já perto do terceiro quartel de Quinhentos, seguindo o modelo tipológico dos templos crúzios da região, nomeadamente Grijó.
A fachada do templo apresenta uma estrutura alongada, com arcada que permite o acesso ao nártex. O registo intermédio foi rasgado por dois nichos, com as imagens de Santo Agostinho e São Teotónio, ladeando uma janela. O conjunto é rematado em empena triangular, onde foi desenhado um frontão em relevo, albergando a imagem de Nossa Senhora da Assunção. Do lado esquerdo da fachada foi edificada a torre sineira, rematada por pináculos.
O interior da igreja apresenta nave central coberta por tecto de caixotões de entalhe barroco e decorada com silhar de azulejos seiscentistas. A nave lateral, marcada por arcos assentes sobre colunas toscanas, é também coberta por tecto de caixotões e decorada com azulejos oitocentistas policromos e retábulos de talha executados em diferentes épocas. O coro-alto assenta sobre arco de pedra abatido, mostrando ainda parte do cadeiral de madeira. A comunicação com o edifício do mosteiro faz-se pelo lado do Evangelho.
A capela-mor, cujo espaço foi prolongado durante as obras maneiristas, é coberta por abóbada de berço cujos arcos assentam sobre os capitéis românicos remanescentes da primeira campanha edificativa do mosteiro. Ao centro foi edificado o retábulo de talha policroma, em estilo nacional.
O claustro, de secção quadrada, apresenta colunata dórica no primeiro registo, sendo o segundo registo fechado, rasgado por fenestrações dispostas a espaços regulares. Ao centro foi edificada uma pequena fonte.
Actualmente, o Mosteiro de Landim destaca-se pelo seu estado de conservação exemplar, devido sobretudo à família proprietária, que adquiriu o imóvel depois da extinção das ordens religiosas e mantém a sua administração até à actualidade.
Catarina Oliveira
GIF/ IPPAR/ 2006

Imagens

Bibliografia

Título

Azulejaria em Portugal no século XVII

Local

Lisboa

Data

1971

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Epigrafia medieval portuguesa (862-1422)

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge

Título

Igreja do Mosteiro de Landim: reconhecimento, reflexão, recuperação, Monumentos, nº 22, pp. 192-199

Local

Lisboa

Data

2005

Autor(es)

JAIME, Artur, MARTINS, Hugo, TELES, Silvia

Título

O Mosteiro de Landim : contributos para o estudo da propriedade eclesiástica

Local

Vila de Prado

Data

1995

Autor(es)

CASTRO, Maria de Fátima

Título

Mosteiro de Santa Maria de Landim : raízes e memória

Local

Landim

Data

2002

Autor(es)

MARTINS, António, FARIA, Emília Sampaio Nóvoa

Título

Cónegos Regrantes de Santo Agostinho, Dicionário de História Religiosa de Portugal, vol. 1, pp. 429-434

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

GOMES, Saul António

Título

Uma corte beirã: D. Miguel da Silva e o Paço de Fontelo, Monumentos, nº 13, pp. 83-91

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

MOREIRA, Rafael

Título

Origens e arquitectura, www.mosteirodelandim.com

Local

Landim

Data

-

Autor(es)

-