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Mercado de Santana - detalhe

Designação

Designação

Mercado de Santana

Outras Designações / Pesquisas

Edifício do Antigo Mercado de Leiria / Mercado de Santana / Mercado de Leiria(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Mercado

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Leiria / Leiria, Pousos, Barreira e Cortes

Endereço / Local

Largo de Santana
Leiria

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público

Cronologia

Portaria n.º 581/2011, DR, 2.ª série, n.º 113, de 14-06-2011 (ver Portaria)
Edital N.º 21/83-E de 4-04-19831 da CM de Leiria
Despacho de homologação de 26-02-1983 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 11-02-1983 da Assessoria Técnica do IPPC a propor que se mantenha a proposta de classificação como IIP
Parecer desfavorável de 2-07-1982 da CM de Leiria
Despacho de 22-05-1982 do Secretário de Estado da Cultura a determinar a solicitação do parecer da CM de Leiria
Parecer de 11-05-1982 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 30-11-1981 da Associação dos Arquitectos Portugueses

ZEP

Portaria n.º 581/2011, DR, 2.ª série, n.º 113, de 14-06-2011 (sem restrições) (ver Portaria)
Edital N.º 017/2011 de 16-02-2011 da CM de Leiria
Despacho de homologação de 4-10-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Edital N.º 40/2010 de 10-03-2010 da CM de Leiria
Parecer favorável de 3-03-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P.
Proposta de 21-07-2008 da DRC do Centro

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Actualmente reconvertido, por excelência, no espaço cultural da cidade, o antigo Mercado de Santana conservou o seu traçado original, um projecto do arquitecto suíço Ernesto Korrodi, com data de 1921.
Em 1903, era demolido o Convento de Santana, situado neste mesmo local. Mais tarde, a Câmara de Leiria convidou Korrodi, estabelecido na cidade desde 1894, a desenvolver um novo plano urbanístico para toda a área conventual, entretanto desaparecida, onde se incluía a edificação de um mercado municipal. Seria mais um projecto de âmbito municipal a executar por este arquitecto, que já havia, à época, concebido o próprio imóvel dos Paços do Concelho de Leiria (1903).
No Mercado, é uma arquitectura utilitária que impera, aliada a conceitos e materiais tradicionais, resultando nesta confluência um edifício ecléctico, mas habitual no trabalho de Korrodi, principalmente no âmbito das encomendas municipais. De acordo com os estudo de Lucília Verdelho da Costa, que temos vindo a seguir, "Ernesto Korrodi combinaria, assim, um tipo de arquitectura utilitária com uma concepção arquitectónica tradicional que se manifesta tanto no trabalho das cantarias como no seu emprego como elementos essenciais da composição e da concepção das obras (...) na realidade, enquanto a maior parte destes edifícios se construíam também em ferro e vidro, Korrodi recorreria, uma vez mais, aos materiais tradicionais (...)"(1997, p. 274).
Importa, no entanto, não deixar de lado a inserção urbanística, factor de grande significado no conjunto da obra do arquitecto suíço que, de forma particular, "soube estabelecer uma aliança entre a obra e o lugar, e na qual consiste, muitas das vezes, a qualidade dos seus projectos" (VERDELHO DA COSTA, 1997, p. 272). Factor bem patente no Mercado de Leiria, cuja planta desenha um trapézio irregular, e a fachada principal uma curva, que enquadra o largo fronteiro.
A planta do edifício, inaugurado em 1931, define uma área descoberta ao centro, e as suas fachadas são abertas por uma arcada contínua. Na principal, os arcos surgem em escalas diferenciadas, convergindo, ao centro, na porta principal, em arco de volta perfeita, a que se sobrepõem três vãos rectangulares e o frontão com as armas da cidade no tímpano. O beirado percorre toda a fachada, contornando o frontão e o alteamento da cimalha, sobre as janelas de sacada dos corpos laterais. A entrada lateral é flanqueada por dois torreões, articulado com um terceiro e com o corpo principal, num jogo de volumes que quebra "a monotonia das arcadas" (VERDELHO DA COSTA, 1997, p. 273).
Na reconversão a espaço cultural manteve-se o traçado exterior e, nos espaços internos, a sua redefinição procurou respeitar o sentido global da arquitectura de Korrodi. Na verdade, a partir de 1958, sentiu-se a necessidade de um outro espaço mais actualizado e de acordo com as exigências da época. Edificou-se, para tal, um novo edifício para o Mercado, e o antigo foi alvo de outras ocupações até que, em 1996, a Câmara Municipal lançou um concurso para a sua remodelação, ganho por uma equipa de arquitectos formada por Rui Ribeiro, Jorge Estrela e António Luís Ferreira. Actualmente, o novo Mercado, inaugurado a 28 de Julho de 2003, dispõe de dois auditórios, sala de exposições, galeria de pintura, bar, café e restaurante, proporcionando uma série de actividades de carácter cultural.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Ernesto Korrodi 1889-1944: arquitectura, ensino e restauro do património

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

COSTA, Lucília Verdelho da