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Castro de Nandufe - detalhe

Designação

Designação

Castro de Nandufe

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Castro

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Tondela / Tondela e Nandufe

Endereço / Local

-- --
Nandufe

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura)

Cronologia

Anúncio n.º 5/2018, DR, 2.ª série, n.º 6, de 9-01-2018 (ver Anúncio)
Despacho de 16-06-2017 do Ministro da Cultura a autorizar a abertura de novo procedimento de classificação
Despacho de concordância de de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC
Informação favorável de 5-07-2016 da DRC do Centro
Requerimento de 19-03-2013 da CM de Tondela para a abertura de novo procedimento de classificação
Procedimento caducado nos termos do artigo 78.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, N.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma) , alterado pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Edital de 18-10-1991 da CM de Tondela (informa incorrectamente ter sido homologada a classificação como VC, quando o despacho de homologação foi como IIP)
Despacho de homologação de 14-02-1989 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer favorável de 30-01-1989 do Conselho Consultivo do IPPC
Proposta de 25-11-1988 do SRAZC para a classificação como IIP
Nova proposta de classificação de 10-05-1987
Proposta de classificação de 11-07-1985

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sítio
O Castro de Nandufe implanta-se num esporão, a cerca de 309 m de altitude, circundado pelo Rio Dinha, sensivelmente 500 metros a nordeste da povoação de Nandufe, no concelho de Tondela.
Localiza-se nos limites das civitates de Bobadela e Viseu, junto a uma via romana. Os dados relativos à parca investigação realizada até à data indicam tratar-se de um povoado fortificado, com uma ocupação centrada nos séculos I e II d.C., sobreposta a contextos mais antigos, atribuídos ao Neolítico. António Almiro do Vale, numa comunicação publicada em 1931, indica a recolha de um biface, dois machados e um fragmento de sílex que associou a diversas fossas dispostas na base da vertente norte, destacando uma de planta circular, com uma depressão central colocada na base, escavada no substrato rochoso, cerca de 4 metros acima do córrego do rio. Atingia 1,20 metros de altura e 0,80 metros de diâmetro. De acordo com o autor, fariam parte de engenhos semelhantes a um maço cuja função seria a moagem de cereais. Por sua vez, o povoado sidérico dispunha de, pelo menos, uma muralha, da qual ainda se preservam alguns troços, assim como, blocos de granito de grandes dimensões dispersos pelas encostas. De acordo com João Machado Inês Vaz, esta apenas teria sido erguida nas encostas voltadas para o rio Dinha e coloca a hipótese da ocupação deste espaço apenas remontar ao principado de Cláudio.
As escavações efetuadas assinalaram a presença de alicerces de habitações e abundante espólio que terá sido depositado no Museu Machado de Castro.
As fontes disponíveis indicam a recolha de dezenas de numismas da época romana imperial, que abrangem os principados de Cláudio a Adriano, cerâmica de construção, nomeadamente tegulae e imbrices, pesos de tear, mós, assim como, dois fragmentos de sigillata, com cronologias balizadas entre a segunda metade do século I e o século II d.C..
História
A mais antiga referência aos vestígios arqueológicos de Nandufe data de 1758, relatada por António João de Bastos, pároco da freguesia. Atribuiu aos Mouros, sustentado por diversas lendas locais, as evidências presentes no local chamado Castro. Refere ainda a reutilização dos elementos pétreos na edificação de casas nas povoações mais próximas.
A única campanha de escavações arqueológicas executada no local decorreu sob a direção cientifica de António Almiro do Vale, médico natural de Nandufe, possivelmente em redor dos anos 20 do século passado, que resultou na recolha de espólio, atualmente desaparecido, e na divulgação de alguns dados no XV ? Congrès Internacional d¿Anthropologie et D¿Archéologie Préhistorique, decorrido em Paris, no ano de 1931.
Ana Vale
DGPC, 2019

Imagens

Bibliografia

Título

O Reordenamento Territorial, Nova História de Portugal: Portugal das origens à romanização

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

A consolidação do sistema agro-pastoril, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

JORGE, Susana de Oliveira

Título

Roteiro Arqueológico da Região de Turismo Dão Lafões

Local

Viseu

Data

1994

Autor(es)

VAZ, João Luís da Inês, PEDRO, Ivone dos Santos da Silva, ADOLFO, Jorge

Título

A Terra de Besteiros e o Actual Concelho de Tondela

Local

Tondela

Data

1981

Autor(es)

CARVALHO, Amadeu Ferraz de

Título

A Pré-história na Beira Interior

Local

Tondela

Data

1997

Autor(es)

VILAÇA, Raquel Maria da Rosa

Título

A Idade do Ferro em Portugal, Nova História de Portugal

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

SILVA, Armando Coelho Ferreira da

Título

Vestiges préhistoriques de la station archéologique de Nandufe, XV ? Congrès Internacional d¿Anthropologie et D¿Archéologie Préhistorique, Paris

Local

-

Data

1931

Autor(es)

VALE, António Almiro

Título

Organização Espacial Castreja na Civitas de Viseu

Local

-

Data

1996

Autor(es)

VAZ, João Luís da Inês

Título

Terra Sigillarta Hispânica do castro de Nandufe, Tondela. Beira Alta, vol. XLV, pp. 393-394

Local

1986

Data

-

Autor(es)

DIOGO, António Manuel Dias