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Casa Nobre da Família Gil Borja de Meneses - detalhe

Designação

Designação

Casa Nobre da Família Gil Borja de Meneses

Outras Designações / Pesquisas

Casa Nobre da Família Gil Borges de Meneses / Casa Gil / Casa Nobre da Família Gil Borja de Meneses / Lar da Santa Casa da Misericórdia de Portel(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Évora / Portel / Portel

Endereço / Local

Avenida da República
Portel

Número de Polícia: 1-3

Proteção

Situação Actual

Procedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal

Categoria de Protecção

Não aplicável

Cronologia

Despacho de revogação de 30-032009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de revogação de 7-11-2008 da DRC do Alentejo, por não ter valor nacional
Despacho de abertura de 17-11-1980 da presidente do IPPC
Proposta de 16-10-1980 do IPPC

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A vila de Portel conheceu um maior desenvolvimento ao longo do século XVIII, facto que se reflectiu no número de casas brasonadas edificadas nessa época, entre as quais se encontra a Casa Nobre da família Gil Borja de Meneses.
A sua fachada, de dois andares, é aberta por um conjunto de janelas de sacada no andar nobre, não coincidentes com os vãos do piso térreo, onde se encontra o portal, descentrado, e sobrepujado pelo brasão da família. Este, envolto por uma cartela rocaille, é esquartelado, mas revela alguns problemas de interpretação na leitura dos símbolos heráldicos alusivos aos Sequeiras, Borjas, Gatos e Antunes (ESPANCA, 1978).
Não se conhece a data da edificação deste imóvel, que deverá remontar, muito possivelmente, à segunda metade do século XVIII. O interior foi objecto de uma campanha oitocentista, encontrando-se a data de 1869 no vestíbulo, com pavimento em calçada rústica. Uma escadaria de mármore articula os dois pisos, o térreo com as dependências de serviço e o primeiro com as salas e o oratório. Neste último destaca-se o retábulo, de marmoreados e enrolamentos, com a pintura do tecto alusiva aos símbolos do martírio de Cristo. Nas salas, os tectos são de estuque trabalhado e alguns exibem pinturas murais de épocas diferenciadas. Na sala de jantar existe um lambril de azulejos azuis e brancos, também oitocentista.
A relativa sobriedade da fachada principal, comprida e aberta por um conjunto de vãos não simétricos, na qual se destaca o brasão da família como símbolo de prestígio e poder, contrasta com o interior, onde os espaços exibem decorações de estuques e pinturas, de época mais avançada.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)

Local

Lisboa

Data

1978

Autor(es)

ESPANCA, Túlio