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Central Tejo - detalhe

Designação

Designação

Central Tejo

Outras Designações / Pesquisas

Museu da Electricidade / Central Tejo / Museu da Electricidade(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Central Eléctrica

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Lisboa / Belém

Endereço / Local

Avenida Marginal
Lisboa

Avenida da Índia
Lisboa

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 1/86, DR, I Série, n.º 2, de 3-01-1986 (ver Decreto)
Edital N.º 96/82 de 22-07-1982 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 16-12-1981 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 15-12-1981 da Assessoria Técnica do IPPC a propor a classificação como IIP
Proposta de classificação de 13-10-1981 do IPPC
Proposta de 30-09-1980 da Comissão "ad hoc" do IPPC para que o IPPC organize um processo de classificação para o imóvel

ZEP

Portaria n.º 140/93, DR, II Série, n.º 145, de 23-06-1993 (sem restrições)
Edital N.º 11/92 de 27-01-1992 da CM de Lisboa
Despacho de concordância de 24-05-1983 do Secretário de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 19-05-1983 do vice-presidente do IPPC
Parecer favorável de 13-05-1983 da Assessoria Técnica do IPPC
Proposta de 5-05-1983 do IPPC
Proposta de 12-08-1982 da EDP

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Um dos expoentes da arquitectura industrial do princípio do século XX em Portugal, o actual edifício ficou concluído em 1919, nele se albergando, até 1972, uma central de produção de energia eléctrica que utilizava carvão como fonte de alimentação.
Projecto do Eng.º F.Touzet, o edifício marca a zona ribeirinha de Belém pela sua volumetria e cromatismo - utiliza tijolo vermelho - estando hoje reconvertido em espaço museológico (Museu da Electricidade) e de animação cultural polivalente.
A construção poligonal contém quatro corpos de vários pisos cujas fachadas em tijolo vermelho, ferro e vidro se organizam em formas geométricas, deixando transparecer uma noção de racionalidade que era símbolo da civilização industrial. A actual Central Tejo localizou-se junto a uma fábrica de electricidade, de pequenas dimensões, ali instalada desde 1908. Os edifícios destacam-se pela sua arquitectura, quer pela forma e volumetria, quer pela utilização plástica dos materiais, como o tijolo vermelho, o ferro e o vidro, relevando uma indiscutível modernidade e grande impacto urbano. Do conjunto destacam-se os grandes janelões de vidro, que conferem uma marca de leveza aos edifícios, sendo simultaneamente importantes do ponto de vista funcional. A Central Tejo insere-se nos modelos técnicos das centrais termo-eléctricas. Tinha como missão fornecer energia eléctrica e gás de iluminação pública à cidade de Lisboa, desempenhando um papel fundamental na produção eléctrica e sua divulgação, até ao surgimento das centrais hidro-eléctricas. Laborou de 1909 até cerca de 1975, ininterruptamente até cerca de 1954. O equipamento tecnológico foi sendo alterado de acordo com exigências técnicas e de aumento de produtividade. No início da sua laboração contava com dois geradores e seis caldeiras de baixa pressão. Actualmente, pode visionar-se, no interior do edifício, caldeiras de alta pressão da firma Babcok & Wilcox e grupos turbo-alternadores tipo Parsons. Pertence à EDP desde 1976 (aquando da formação da empresa), constituindo um edifício para fins museológicos, denominado de Museu da Electricidade.

Imagens

Bibliografia

Título

Monumentos e Edifícios Notáveis do Distrito de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

ATAÍDE, M. Maia