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Convento de Brancanes - detalhe

Designação

Designação

Convento de Brancanes

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora dos Anjos e Capela de Nossa Senhora da Guia / Convento e Seminário de Nossa Senhora dos Anjos de Brancanes / Convento de Brancanes(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Convento

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Setúbal / Setúbal / Setúbal (São Julião, Nossa Senhora da Anunciada e Santa Maria da Graça)

Endereço / Local

Quinta dos Meses
Setúbal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IM - Interesse Municipal

Cronologia

Edital n.º 03/2010 de 2-03-2010 da CM de Setúbal
Deliberações de 26-01-2010 e 1-03-2010 da AM de Setúbal a aprovar a classificação como de IM
Edital n.º 1182/2009, DR, 2.ª série, n.º 246, de 22-12-2009 (ver Edital)
Deliberação de 2-12-2009 da CM de Setúbal a provar a abertura do processo de classificação como de IM
Em 25-05-2009 foi dado conhecimento do despacho ao requerente e à CM de Setúbal
Despacho de encerramento de 28-01-2009 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de encerramento de 22-01-2009 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo, por não ter valor nacional
Requerimento de classificação de 21-05-2008 de particular

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A primeira pedra do Convento e Seminário de Nossa Senhora dos Anjos de Brancanes, dos frades terceiros de São Francisco, foi assente em 1682, por iniciativa de Frei António das Chagas, e com o patrocínio de D. Pedro II. O templo foi inaugurado em 1696, embora o convento ainda estivesse por concluir. As obras arrastaram-se após a morte de D. Pedro II, e só foram retomadas depois de uma visita de D. João V, em 1711, data na qual passou a Seminário para Missionários Apostólicos de Brancanes, com governo autónomo. O conjunto sofreu desde cedo várias atribulações, que foram conduzindo à desvirtuação do seu propósito original, e à sua degradação material. Após o terramoto de 1755, que destruiu as instalações da Câmara Municipal de Setúbal mas poupou o convento, a edilidade passou a funcionar em Brancanes. Mais tarde, aquando das invasões francesas, o imóvel foi ocupado e saqueado, e a igreja foi destruída. Seria reconstruída poucos anos mais tarde, em 1811-12. Após a extinção das ordens religiosas de 1834, o convento foi incorporado nos bens da Fazenda Nacional, e adquirido a particulares, que por sua vez o venderam ao Convento de Santo António do Varatojo de Torres Vedras. Em 1910 o conjunto foi incendiado, e depois dessa data passou a alojar unidades militares, e até uma prisão (entre 1998 e 2005).
O conjunto conventual possui planta rectangular, composta por duas longas alas longitudinais e por três alas transversais, que a estruturam em dois quadrados idênticos, com claustros centrais. A igreja, dedicada a Nossa Senhora dos Anjos, ocupa metade de uma das alas longitudinais, encostada ao primeiro claustro. Possui uma fachada muito simples, constituída por um pano quadrado, dividido em dois registos por meio da fenstração. No piso térreo rasgavam-se originalmente três pórticos em arco redondo, ainda visíveis, embora os dois laterais se encontrem entaipados. Estes abriam para um átrio que foi adaptado a capela quando o convento se encontrava ocupado pelo extinto Batalhão de Serviço de Saúde (BSS) de Setúbal, a partir de 1981. À esquerda deste espaço fica a portaria do edifício do convento, onde se conservam painéis de azulejos azuis e brancos, representando as ocupações diárias dos frades. Em frente da portaria fica a Capela de Nossa Senhora da Piedade, construída em 1744 e coberta de azulejos setecentistas, onde se encontra a sepultura da Marquesa de Minas, e ao centro rasga-se o pórtico da igreja. Esta é de nave única, coberta com tecto de madeira, e encontra-se inteiramente vazia. O espaço foi desvirtuado pela construção de uma placa de betão, na década de 80 do século XX, de forma a dividir a nave em dois andares. A capela-mor foi igualmente adaptada para uso do BSS, tendo-se entaipado o arco triunfal.
As dependências conventuais encontram-se igualmente alteradas, não subsistindo quase nada dos espaços originais (celas, Sala do Capítulo, refeitório, capelas, etc.). O claustro principal possui cobertura em abóbada de aresta sobre 5 arcos plenos em cada lado, e as paredes são revestidas por silhares de azulejos. Na cerca do convento existe ainda uma fonte, a Fonte de São João Baptista, com bacia trilobada e uma cercadura rococó, revestida por um painel de azulejos setecentistas, que está presentemente soterrada. Aí também se encontra a Capela de Nossa Senhora da Guia, com vários painéis e abóbada coberta por azulejos. De resto, os azulejos setecentistas são presentemente os elementos artísticos de maior relevo de todo o conjunto do antigo Convento de Nossa Senhora dos Anjos.
Sílvia Leite / DIDA/IGESPAR, I.P./2009

Imagens

Bibliografia

Título

Portugal antigo e moderno: diccionario geographico, estatistico, chorographico, heraldico, archeologico, historico, biographico e etymologico de todas as cidades, villas e freguezias de Portugal e de grande numero de aldeias...

Local

Lisboa

Data

1990

Autor(es)

PINHO LEAL, Augusto Soares d'Azevedo Barbosa de, FERREIRA, Pedro Augusto

Título

Os azulejos setecentistas do Convento de Brancanes em Setúbal, actual BSS

Local

-

Data

1987

Autor(es)

RODRIGUES, F. de Matos

Título

Setúbal, Sete Séculos de História

Local

Setúbal

Data

1950

Autor(es)

AMEAL, João