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Castelo de Penamacor, também denominado Fortaleza de Penamacor - detalhe

Designação

Designação

Castelo de Penamacor, também denominado Fortaleza de Penamacor

Outras Designações / Pesquisas

Castelo e cerca urbana de Penamacor (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Castelo

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Penamacor / Penamacor

Endereço / Local

- Cimo da Vila
Penamacor

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como MN - Monumento Nacional

Cronologia

Decreto n.º 14/2013, DR, 1.ª série, n.º 119, de 24-06-2013 (ver Decreto)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-01-2013 da diretora-geral da DGPC
Procedimento prorrogado até 30-06-2013 pelo Decreto-Lei n.º 265/2012, DR, 1.ª série, n.º 251, de 28-12-2012 (ver Diploma)
Anúncio n.º 13641/2012, DR, 2.ª série, n.º 211, de 31-10-2012 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de homologação de 8-08-1973 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 18-05-1973 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como MN
Proposta de 13-02-1973 da DGAC para a classificação da Fortaleza de Penamacor

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As origens do castelo de Penamacor recuam ao reinado de D. Sancho I, concretamente ao ano de 1189, data em que o monarca doou a vila ao Mestre da Ordem do Templo, D. Gualdim Pais. Tem-se atribuído a este momento (ou a uma data um pouco posterior) o início da construção do recinto fortificado mas é de supor que, à semelhança do que aconteceu com outras doações aos Templários, também Penamacor tivesse já alguma relevância militar, alicerçada numa possível pré-existência. As recentes escavações no Cimo da Vila ainda não confirmaram essa fase imediatamente anterior, mas ela deve permanecer como hipótese de trabalho a ter em conta em próximas intervenções.
Do antigo castelo medieval é muito pouco o que resta e esses vestígios atestam uma cronologia já avançada, em plena Baixa Idade Média. Sabe-se que no reinado de D. Dinis foram empreendidas obras de amuralhamento, entre as quais se conta a torre de menagem e alguns panos de muralha. No momento actual, todavia, é a esse período que se atribui a obra genérica do castelo medieval, com algumas fases construtivas imediatamente posteriores, como a barbacã e outros elementos, datáveis já dos reinados de D. Fernando e de D. João I.
O principal elemento remanescente é a majestosa torre de menagem, erradamente designada "de vigia" por LANDEIRO, 2ªed., 1982, p.27 e sistematicamente assim caracterizada pelos autores que se seguiram. É uma estrutura de planta quadrangular regular, com entrada elevada acima do solo que requeria o uso de uma escada amovível. Escassamente fenestrada, era coroada uniformemente por balcão de matacães assente em cachorrada, "uma solução militar relativamente rara em Portugal" e que deve corresponder a uma intervenção realizada pelos inícios do século XVI, uma vez que Duarte d'Armas, por essa mesma altura, refere que a a torre de menagem nom era acabada ao tempo que eu aly estaua (SILVÉRIO, BARROS e TEIXEIRA, 2004).
O aglomerado urbano medieval é ainda perceptível, ao longo da Rua de São Pedro. As parcelas habitacionais aí existentes revelam um perímetro genérico de tendência oval, próprio das vilas muralhadas góticas. Sensivelmente ao centro desta artéria, desenvolve-se uma outra, de perfil transversal àquela, e que coloca em comunicação com o centro histórico a antiga entrada da alcáçova.
Nos inícios do século XVI, Duarte d'Armas desenhou um castelo de complexo sistema defensivo, com uma alcáçova perfeitamente perceptível, dotada de barbacã e uma possível liça, e um perímetro amuralhado de tendência oval, defendido por torre no extremo oposto ao da alcáçova.
Nos séculos seguintes, o castelo foi alvo de profundas reformas. Logo em 1568 edificou-se a Casa da Câmara sobre a porta Norte da vila, como ainda se encontra, uma espécie de torre de três pisos, cujo andar térreo é ocupado pela entrada no recinto, fazendo com que a Câmara controlasse directamente quem entrava e saía da povoação. Décadas depois, as muralhas foram reforçada e parcialmente reconstruídas, no âmbito das Guerras de Restauração. Nessa ocasião, sob o comando do Marquês de Castelo Melhor, construíram-se seis baluartes em redor da anterior fortificação medieval, e outros melhoramentos foram realizados.
O processo de destruição e desmantelamento do castelo iniciou-se no século XIX. Na centúria anterior, existem ainda notícias de manutenção das guarnições militares, mas a sua extinção, em 1834, precipitou a destruição de todo o sistema militar. A partir dessa altura, o conjunto serviu de pedreira a diversas construções privadas. Em 1867, destruiu-se a porta de Santo António, tendo o município adquirido a pedra daí resultante; em 1874, Baltasar Pereira da Silva pediu autorização para se desmantelar um baluarte, tendo a câmara concedido 30 carros para transporte. O processo continuou na primeira metade do século XX, mas cedo os habitantes da vila reconheceram a importância desse património, com a instalação do Museu Municipal nos antigos Paços do concelho logo em 1943.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Novo Roteiro do Concelho de Penamacor

Local

Penamacor

Data

1988

Autor(es)

JOLON

Título

Apontamentos sobre Monumentos Militares do Norte do Concelho de Penamacor,Comunicações das 1ªs. Jornadas Regionais sobre Monumentos Militares

Local

Castelo Branco

Data

1983

Autor(es)

BENTO, Mário Pires

Título

I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor

Local

Penamacor

Data

1979

Autor(es)

PIRES, Edmundo A.

Título

O Concelho de Penamacor na História, na Tradição e na Lenda

Local

Penamacor

Data

1938

Autor(es)

LANDEIRO, José Manuel

Título

Elementos para um inventário artístico do Distrito de Castelo Branco

Local

Castelo Branco

Data

1976

Autor(es)

SALVADO, António

Título

Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

ALMEIDA, João de

Título

As Cidades e as Vilas da Monarquia Portuguesa que têm brasão de armas

Local

Lisboa

Data

1860

Autor(es)

BARBOSA, Inácio de Vilhena

Título

Castelos da Raia Vol. I: Beira

Local

Lisboa

Data

1996

Autor(es)

GOMES, Rita Costa

Título

A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal

Local

Barcelos

Data

1969

Autor(es)

PERES, Damião

Título

Castelos Portugueses

Local

Lisboa

Data

2002

Autor(es)

MONTEIRO, João Gouveia, PONTES, Maria Leonor

Título

Castelos da Beira histórica

Local

Porto

Data

1922

Autor(es)

BEÇA, Humberto

Título

Aspectos da evolução da arquitectura militar da Beira Interior, Beira Interior - História e Património, pp.215-238

Local

Guarda

Data

2000

Autor(es)

BARROCA, Mário Jorge

Título

História de Penamacor

Local

Lisboa

Data

2001

Autor(es)

MENDES, Carlos Baptista

Título

Beira Baixa. Da sua terra, da sua história, das suas gentes

Local

Castelo Branco

Data

2002

Autor(es)

NUNES, António Pires

Título

A vila de Penamacor na História da Arte em Portugal, Estudos de Castelo Branco, nº2

Local

Castelo Branco

Data

1977

Autor(es)

NUNES, António Pires

Título

Considerações sobre as fortalezas da vila de Penamacor, I Colóquio de Arqueologia e História do Concelho de Penamacor (1979)

Local

Penamacor

Data

1982

Autor(es)

NUNES, António Pires

Título

Subsídios para a História do Castelo de Penamacor, 1ªs. Jornadas Regionais sobre Monumentos Militares

Local

Penamacor

Data

1983

Autor(es)

FIGUEIREDO, Jorge

Título

Escavações arqueológicas no Castelo de Penamacor / Cimo da Vila: resultados da primeira campanha (2003), Revista Portuguesa de Arqueologia, vol. 7, nº2, pp.473-540

Local

Lisboa

Data

2004

Autor(es)

BARROS, Luís, SILVÉRIO, Silvina, TEIXEIRA, André

Título

Os castelos da Beira-Interior na defesa de Portugal (séculos XII-XVI)

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

GONÇALVES, Luís Jorge Rodrigues