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Casa dos Melos (ou Casa Rural) e Celeiros do Mosteiro do Lorvão - detalhe

Designação

Designação

Casa dos Melos (ou Casa Rural) e Celeiros do Mosteiro do Lorvão

Outras Designações / Pesquisas

Conjunto do Mosteiro do Lorvão (casa, celeiros) / Casa Rural Quinhentista / Casa dos Melo / Conjunto da casa rural e celeiros do Mosteiro do Lorvão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Aveiro / Mealhada / Pampilhosa

Endereço / Local

-- --
Pampilhosa - Mealhada

Proteção

Situação Actual

Em Vias de Classificação

Categoria de Protecção

Em Vias de Classificação (Homologado como IIP -...

Cronologia

Despacho de homologação de 15-12-1983

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A mais antiga referência à povoação de Pampilhosa data de 1117, quando Gonçalo Randulfes e o seu filho Telo decidiram doar ao Mosteiro de Lorvão, em disposição testamentária, a villa rústica de Pampiliosa, cujo termo integrava parte da actual freguesia (GONÇALVES, 1959).
No ano de 1510 a abadessa do Lorvão, D. Catarina de Eça, mandou edificar no centro da povoação um paço, uma "casa ampla" construída para o repouso das freiras com um celeiro "farto", (ARROTEIA, NEVES, SEMEDO, 1989, p. 227), cujo objectivo era o recebimento das rendas e foros locais.
A Casa Rural, como é habitualmente conhecida, é um conjunto edificado em torno de um pátio, ou eira, disposto de forma a servir as suas funções agrícolas, sendo de destacar que é o único exemplar de casa quinhentista na região.
A casa principal, de planta rectangular disposta longitudinalmente, divide-se em dois pisos. A fachada principal possui, no piso térreo, a porta principal, sobre a qual foi edificada uma varanda que forma um átrio com bancos de pedra. Na linha desta varanda foram rasgadas janelas de peito de moldura com avental.
O interior do edifício, actualmente transformado pelas suas funções museológicas, conserva a estrutura de compartimentação original, destacando-se a cozinha com uma grande chaminé. O celeiro tem um amplo espaço interior, mantendo algumas talhas de barro que serviam para recolher o azeite e os cereais.
Depois da extinção das Ordens Religiosas, este edifício foi adquirido em finais do século XIX pela família Melo, sendo então considerada a casa rural que recolhia mais azeite na região. Em 1984 o Grupo Etnográfico da Pampilhosa (GEDEPA) adquiriu o imóvel, o qual tem vindo a recuperar progressivamente, albergando neste espaço a sua sede bem como o núcleo museológico local, uma biblioteca e um arquivo documental.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Distrito de Aveiro

Local

Lisboa

Data

1959

Autor(es)

GONCALVES, António Nogueira

Título

Aveiro - do Vouga ao Buçaco

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

NEVES, Amaro, SEMEDO, Enio, ARROTEIA, Jorge Carvalho