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Ermida de Nossa Senhora do Pilar - detalhe

Designação

Designação

Ermida de Nossa Senhora do Pilar

Outras Designações / Pesquisas

Ermida de Nossa Senhora Pilar / Santuário de Nossa Senhora do Pilar(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Ermida

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Faro / Silves / Algoz e Tunes

Endereço / Local

Estrada Algoz-Guia, desvio à esquerda a 300 metros de cruzamento, Senhora do Pilar
Algoz

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 45/93, DR, I Série-B, n.º 280, de 30-11-1993 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizada num monte dominante, a Sul da povoação de Algoz, a ermida de Nossa Senhora do Pilar é a principal referência religiosa da zona. A construção do actual edifício deu-se na época barroca, mais concretamente na viragem para o século XVIII, mas é provável que sob este edifício estejam estruturas de templos anteriores, dada a natureza elevada do local - propícia a cultos de romaria - e o facto de nas imediações, no sítio da Amoreira, se terem identificado numerosos vestígios arqueológicos, indiscriminados e, por agora, sem datação rigorosa (DOMINGUES, 2ªed., 2002, p.118).
A ermida é bastante modesta e compõe-se de uma curta nave, uma capela-mor rectangular e um pequeno espaço de sacristia. Ao contrário, a fachada principal pretende demonstrar uma pretensa monumentalidade, que o edifício claramente não possui. Um portal principal, sobrepujado por uma leve cornija, é ladeado por duas janelas, dando, assim, uma perspectiva de espaço interior bem mais largo que a realidade. Para além disso, esta fachada é ladeada por duas torres sineiras, num claro sinal de simetria cenográfica - reforçada pela extrema elevação do imóvel, no alto de um outeiro - que contrasta com a singeleza das restantes partes. As paredes laterais, por exemplo, são desprovidas de elementos decorativos e o telhado repousa directamente sobre as paredes, sem qualquer cornijamento de ligação.
No interior, existem alguns pormenores artisticamente interessantes, embora sem a qualidade das grandes obras barrocas do distrito. Ao nível da cobertura, enquanto a nave apresenta uma abóbada simples, de berço, a capela-mor ostenta uma abóbada hexagonal, fruto de pesquisas arquitectónicas mais eruditas, que pretenderam dotar o templo de maior monumentalidade. O retábulo-mor é outros dos elementos a destacar, na medida em que é um dos melhores exemplos algarvios onde se testemunha a transição do estilo nacional para o joanino, com as carcterísticas colunas torsas a delimitar (e tendencialmente a dominar) toda a composição.
Pelas características que aqui apontamos, podemos considerar este pequeno templo da vila de Algoz - dedicado ao orago da freguesia - como um testemunho interessante da religiosidade rural barroca, que aqui fez erguer uma capela modesta, semelhante a tantas outras espalhadas pela província - à entrada das povoações e em local estrategicamente dominante -, mas onde o decorativismo e a monumentalidade típicas do tempo barroco se fazem tenuamente sentir.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Silves. Guia turístico da cidade e do concelho

Local

Silves

Data

2002

Autor(es)

DOMINGUES, José Domingos Garcia