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Igreja matriz de Reguengo do Fétal, incluindo as peças antigas de pintura e de escultura ainda existentes - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Reguengo do Fétal, incluindo as peças antigas de pintura e de escultura ainda existentes

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora dos Remédios / Igreja Paroquial de Reguengo do Fetal (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Leiria / Batalha / Reguengo do Fetal

Endereço / Local

Praça da Fonte
Reguengos do Fétal

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A freguesia de Reguengo remonta ao início do século XVI, tendo sido criada pelo Bispo D. Pedro Vaz Gavião (muito embora o local deva ser anterior, uma vez que reguengo era terra de rei). A designação de Reguengo do Fetal resulta de uma alteração ocorrida já no século XX, que pretendia distinguir as diversas localidades denominadas por Reguengo. O vocábulo Fetal provem de uma invocação a Nossa Senhora e da sua aparição a uma criança, ocorrida nesta freguesia, e num local que outrora foi um campo de fetos e onde hoje se ergue a ermida de Nossa Senhora do Fetal (PEREIRA; ESPIRITO-SANTO, p. 58).
Terá sido na sequência da construção da actual igreja paroquial que o orago da freguesia foi definitivamente estabelecido e dedicado a Nossa Senhora dos Remédios. Assim, o templo principal é uma edificação quinhentista, muito remodelada nos séculos posteriores, mas que conserva ainda alguns vestígios da arquitectura original, nomeadamente as molduras de arcos de cantaria nas paredes da igreja (SEQUEIRA, 1955).
No século XVII o templo surge referenciado como dispondo de dois altares laterais, uma sacristia e várias confrarias dedicadas ao Santíssimo Sacramento, a Nossa Senhora do Rosário e aos Defuntos. Note-se a importância da primeira irmandade, cujo reflexo pode ser ainda atestado pelas festas do Espírito Santo, instituídas pela Rainha Santa Isabel no século XIV PEREIRA; ESPIRITO-SANTO, p. 60).
A grande reforma terá ocorrido na centúria de Setecentos, mas o revivalismo de determinadas soluções arquitectónicas deixa adivinhar uma intervenção posterior, de cariz romântico, ocorrida, com certeza, no século XIX. Esta incidiu mais fortemente no interior da igreja, onde se pode observar a linguagem neogótica que presidiu à reforma do tecto, cujos ornatos em estuque desenham uma cruzaria de ogivas, e os remates das capelas laterais, todas elas separadas da nave por arcos flamejantes.
O retábulo-mor, de linguagem rocaille polícroma, é ladeado por duas colunas com capitéis coríntios que rematam em frontão contracurvado. Ao centro, a tribuna, de arco de volta perfeita, exibe uma tela com a representação de Nossa Senhora dos Remédios.
A fachada principal, ladeada por duas torres sineiras, revela uma composição de inspiração barroca, sendo o portal principal encimado por uma janela de sacada com balaustrada e frontão.
Em consequência do terramoto de 1969, a igreja sofreu fortes danos pelo que data dessa época a reorganização do terreiro fronteiro e da entrada a Sul.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

O concelho da Batalha

Local

Batalha

Data

1987

Autor(es)

ESPÍRITO SANTO, Moisés

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos