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Igreja de São Pedro de Miragaia - detalhe

Designação

Designação

Igreja de São Pedro de Miragaia

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Miragaia / Igreja de São Pedro(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Porto / Cedofeita, Santo Ildefonso, Sé, Miragaia, São Nicolau e Vitória

Endereço / Local

Largo de São Pedro de Miragaia
Porto

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 007, DG, I Série, n.º 265, de 6-12-1958 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O aumento populacional verificado na cidade do Porto no século XVII, proporcionou a continuidade do desenvolvimento de núcleos urbanos fora das muralhas - Miragaia, Santo Ildefonso e zona ribeirinha -, quase sempre associados à edificação de igrejas, centros dinamizadores do crescimento urbano (PEREIRA, 1995, p. 46). Embora as referências a Miragaia, enquanto local habitado por pescadores, possam remontar pelo menos ao século XIII, a actual igreja é fruto da reedificação de 1740, ano em que o templo que aí existia terá sido parcialmente demolido.
Dedicada a São Pedro, a igreja de Miragaia apresenta fachada principal de tipologia que lembra as suas congéneres de Nossa Senhora da Vitória ou São Nicolau. Ao centro rasga-se o portal, ladeado por pilastras e rematado por frontão triangular. No segundo registo, uma janela de grandes dimensões com o emblema papal, e entre as pilastras laterais exibem-se ornamentos barrocos. A fachada termina com um frontão triangular. Os azulejos remontam à campanha do século XIX, que revestiu também a torre lateral, a Norte.
No interior, a igreja desenvolve-se em nave única e transepto saliente, de grande simplicidade, contrastando fortemente com a opulência da talha barroca que reveste integralmente a capela-mor. Iniciada no século XVII, esta campanha decorativa prolongar-se-ia até ao século XVIII, como testemunham os elementos rococó que aqui se encontram. Juntamente com Santa Clara, ou São Francisco, é um exemplo significativo de igreja forrada a ouro.
António Gomes e Caetano da Silva Pinto foram os responsáveis por esta obra que incluía ainda a tribuna, o sacrário e a banqueta. Pensa-se que os trabalhos de talha estariam concluídos em 1724 e o douramento, executado por Francisco Barbosa Monteiro, em 1730. O retábulo-mor, preponderante neste conjunto e muito semelhante ao de Santa Clara (embora menos escultórico), apresenta duas inovações, nomeadamente ao nível da base - mais alta e de madeira, que se tornaria modelo frequente para outras igrejas portuenses e nortenhas -, e ao nível do modelo do fuste das colunas - canelado, à semelhança dos modelos quinhentistas, mas revestido por fitas, festões, e outros (PEREIRA, 1995, p. 111). O tecto, imitando abóbada geométrica, lembra o de Santa Clara, e conheceria uma forte repercussão em obras posteriores (QUARESMA, 1995).
Uma última referência para o tríptico da capela do Espírito Santo, representando ao centro, o Pentecostes, São João Baptista e o doador, à esquerda, e São Paulo, à direita. Obra de origem holandesa, tem vindo a ser atribuída ao pintor flamengo Van Orley (OLIVEIRA, BRAGA, 1993, p. 148).
Rosário Carvalho

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal: Cidade do Porto

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

QUARESMA, Maria Clementina de Carvalho

Título

O barroco do século XVIII, História da Arte Portuguesa, vol.3

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

O barroco do século XVII: transição e mudança, História da Arte Portuguesa, vol.3,, pp.11-49

Local

Lisboa

Data

1995

Autor(es)

PEREIRA, José Fernandes

Título

Principais imóveis de interesse patrimonial no Centro Histórico do Porto, Porto a Património Mundial, pp.102-183

Local

Porto

Data

1993

Autor(es)

OLIVEIRA, Amélia Vieira de, BRAGA, Maria Helena Gil