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Pelourinho de Vila Velha de Ródão - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Vila Velha de Ródão

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Vila Velha de Ródão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Castelo Branco / Vila Velha de Ródão / Vila Velha de Ródão

Endereço / Local

Largo 25 de Abril (antigo Largo do Município)
Vila Velha de Ródão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Vila Velha de Ródão nunca teve foral, apesar de ter gozado estatuto concelhio ao longo dos séculos, da qual é testemunho o seu pelourinho. A antiga povoação é referida documentalmente logo em 1186, como Portas de Ródão, no foral então dado à Covilhã. Poucos anos mais tarde, em 1189, a Herdade da Açafa, extenso território que incluía o actual termo de Vila Velha de Ródão, é doada aos cavaleiros templários, que provavelmente ergueram o castelo de Ródão. Com a extinção da Ordem do Templo, tornou-se comenda da Ordem de Cristo, situação que se manteve em termos eclesiásticos até ao século XVIII. O concelho foi brevemente extinto, entre 1836 e 1837, e então restaurado, mantendo-se até à actualidade.
O pelourinho de Vila Velha de Ródão levantava-se originalmente no centro do antigo Largo do Município, tendo sido removido para um dos lados no século XIX. Foi apeado em 1910, e reconstruído em 1936-37, diante do edifício onde anteriormente funcionava a Casa da Câmara. Ergue-se sobre plataforma de dois degraus quadrangulares onde encaixa a base da coluna, semelhante a um terceiro degrau, porém mais elevada e de arestas chanfradas. A coluna tem fuste cilíndrico e liso, de secção ligeiramente crescente da base para o topo. Não existe capitel, e a peça terminal é composta por um bloco cúbico na sua metade inferior, rematado em pirâmide quadrada de topo truncado. As faces do cubo são decoradas com motivos heráldicos, figurando o escudo nacional encimado por um friso ao modo de coroa, o brasão da vila, uma esfera armilar, e a cruz da Ordem de Cristo.
O soco onde assenta o pelourinho, incluíndo a base da coluna, é de factura moderna, datando do restauro de 1936, embora seguindo a tipologia original do monumento. O fuste é também semelhante ao original. A peça de remate é a única que se pode garantir ter pertencido ao pelourinho primitivo. Trata-se de um singelo pelourinho manuelino, que apresenta a heráldica tradicional do período, incluindo o emblema pessoal de D. Manuel (a esfera armilar).
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde