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Património Cultural

Forte da Roca - detalhe

Designação

Designação

Forte da Roca

Outras Designações / Pesquisas

Forte do Espinhaço / Forte da Roca, no Alto das Estradas (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Militar / Forte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Colares

Endereço / Local

- a sul-sudeste do Cabo da Roca , no denominado "Alto das Entradas"
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (esclarece que o imóvel classificado se designa "Forte da Roca" e não "Fonte da Roca") (ver Decreto)
Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (classificação com a designação de "Fonte da Roca") (ver Decreto)
Edital N.º 44/74 de 6-05-1974 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 9-04-1974 do Secretário de Estado da Instrução e Cultura
Parecer de 5-04-1974 da 4.ª Subsecção da 2.ª Secção da JNE a propor a classificação como IPP

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela Zona Tampão da "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - ZEP (nº 2 do art.º 72.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Localizado ligeiramente a Sul do Cabo da Roca, no sítio do Alto das Estradas, este forte é um dos mais desconhecidos monumentos militares da região de Sintra mas, durante a Idade Moderna (altura em que as costas portuguesas eram pontos de ataque frequente por parte de piratas e de corsários), desempenhou um importante papel na defesa e vigia da entrada de Lisboa.
Estamos muito mal informados a respeito da sua origem. A primeira referência documental acerca da sua existência consta de uma planta do Arquivo da Casa do Cadaval e está datada de 1693, mas é certo que a edificação original é anterior. De acordo com Carlos Pereira CALLIXTO, 1980, a sua erecção ficou a dever-se ao Conde de Cantanhede, D. António Luís de Meneses, pelos finais do reinado de D. João IV ou já nos de seus dois filhos, D. Afonso VI ou D. Pedro II. Constatamos, desta forma, que o forte se insere no amplo processo de fortificação da linha de costa, levado a cabo em simultâneo com a Guerra pela Independência nacional após a revolução de 1640, processo que movimentou imensos recursos do reino empobrecido e que está na origem de muitas das fortalezas costeiras que ainda existem, desde a foz do Guadiana à foz do rio Minho.
A privilegiada localização estratégica da fortaleza cedo motivou que se instituísse como principal ponto militar da linha defensiva que ligava o Cabo da Roca a Belém e, até, a São Francisco de Xabregas, a nascente da capital. Como ponto mais ocidental desta linha, desempenhava papel preponderante no controlo das embarcações que demandavam a cidade, pelo lado Norte, bem como daquelas que saíam de Lisboa em direcção à Biscaia ou ao Canal da Mancha.
Apesar desta relativa importância, o forte localizava-se numa zona de difícil acesso e bastante distante da capital. Estes factos terão levado a que, passada a primeira época de impacto das Guerras Peninsulares, o forte tenha entrado em decadência, não se actualizando em relação às inovações tecnológicas da viragem para o século XVIII e, principalmente, não sendo objecto de melhoramentos e de trabalhos de consolidação. É desta forma que, em 1751, um inspector do reino descreve-o como estando bastante arruinado, não obstante a mais valia estratégica da sua posição geográfica. A descrição que nos deixou é esclarecedora quanto à ruína em que já então se encontrava: a porta principal estava destruída e não possuía já quaisquer portas ou janelas, multiplicando-se as fissuras no aparelho exterior.
Pouco tempo depois, todavia, parece que se efectuou uma reparação de alguma amplitude, uma vez que, em 1777, o paiol encontrava-se em bom estado de conservação e, uma década antes, as suas paredes possuíam peças de artilharia. Esta campanha de restauro, possivelmente ditada pela necessidade de actualização mínima das nossas fortalezas face a nova investida espanhola, retardou durante mais algum tempo a inevitável decadência do forte. Na viragem para o século XIX ainda se mencionam algumas obras de reparação mas, em 1813, já não consta que tivesse qualquer guarnição e as poucas peças de artilharia que se conservavam estavam velhas. Em 1829 deixou de aparecer como estrutura militar e, dois anos depois, um relatório absolutamente negativo em relação à sua relevância estratégica e dificuldade de acessos determinou o abandono por parte do Ministério da Guerra.
Reduzido a um monte de pedras em 1940, não se vislumbra, hoje, qualquer dos espaços referidos numa descrição de 1796. Esta, noticiava que o forte era de pequenas dimensões e constituído por bateria voltada ao mar, dependências anexas para alojamento da guarnição e quatro espaços abobados para armazém e paiol. Na actualidade, apenas se conservam alguns troços e parte da abóbada do paiol, elementos por demais escassos de uma tão importante fortificação da nossa costa a Ocidente de Lisboa.
PAF

Imagens

Bibliografia

Título

Fortificações da Praça de Cascais a ocidente da Vila, Revista Militar

Local

Lisboa

Data

1980

Autor(es)

CALLIXTO, Carlos Pereira