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Villa romana de Santo André de Almoçageme - detalhe

Designação

Designação

Villa romana de Santo André de Almoçageme

Outras Designações / Pesquisas

Villa romana de Santo André de Almoçageme(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arqueologia / Villa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / Colares

Endereço / Local

Estrada do Rodízio
Almoçageme

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 67/97, DR, I Série-B, n.º 301, de 31-12-1997 (ver Decreto)
Edital N.º 159 de 17-05-1996 da CM de Sintra
Despacho de homologação de 7-03-1996 do Ministro da Cultura
Parecer de 3-07-1995 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Despacho de concordância de 18-03-1992 do presidente do IPPAR
Parecer de 16-12-1991 da 1.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 18-12-1989 a CM de Sintra enviou nova documentação para instrução do processo de classificação
Proposta de 9-11-1988 da CM de Sintra para a classificação como VC, após deliberação de 20-01-1988

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

Abrangido pela Zona Tampão da "Paisagem Cultural e Natural de Sintra", incluída na Lista de Património Mundial - ZEP (nº 2 do art.º 72.º do Decreto-Lei n.º 309/2009, de 23 de Outubro)

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Sítio
A Villa Romana de Santo André de Almoçageme localiza-se próxima da estrada que liga Almoçageme ao Rodízio (Praia Grande) e seria a villa romana mais ocidental do Império Romano.
No local foi identificada parte de uma estrutura habitacional de grandes dimensões, ocupada entre os séculos III e V, composta pela pars rustica e pars urbana. Desta habitação foram colocados a descoberto nove compartimentos de forma predominantemente retangular, cinco deles com vestígios de pavimento e mosaicos policromos com motivos geométricos, e outros dois com pavimento em opus singninum.
O aparelho irregular dos muros que compõem as paredes das estruturas exumadas é constituído por cantaria de calcário da região com uma altura máxima conservada de 40 centímetros. Das nove salas identificadas apenas foi possível compreender a função de duas: uma divisão de maiores dimensões que corresponderia ao triclinium (sala de jantar formal) e uma outra de menores dimensões que equivaleria a uma área de armazenamento, situação atestada pela presença de um silo aberto no piso de terra.
Para além dos compartimentos que compunham a área habitacional, foram também identificados dois tanques de funcionalidade indeterminada construídos em argamassa, um dos quais de planta retangular e outro de menores dimensões e de planta irregular. No mesmo perímetro da escavação foi encontrado um forno de tijolo de estrutura circular com quatro metros de diâmetro, que teria sido para uso exclusivo da villa e, ainda, uma sepultura de inumação infantil que fará parte de uma possível necrópole tardo-romana que terá reaproveitado o espaço.
O espólio exumado no local é constituído por materiais de construção como imbrices, e tegulae bem como fragmentos cerâmicos, sobretudo de contentores de armazenamento mas também um grande conjunto de terra sigillata, principalmente Sigillata Hispânica Tardia e Sigillata Africana. Parte do espólio encontra-se depositado no Museu Regional de Sintra, encontrando-se algumas peças em exibição.

História
A VillaRomana de Santo André de Almoçageme só foi verdadeiramente identificada na década de oitenta do século XX. No entanto, é possível que alguns vestígios encontrados nas proximidades ao longo de séculos anteriores estivessem relacionados com este sítio. É o caso, por exemplo, de uma inscrição funerária encontrada no século XVII fora de contexto. Igualmente no início de novecentos, na sequência de trabalhos agrícolas realizados na zona, foi descoberto um sector de um mosaico polícromo associado a algum espólio cerâmico.
Finalmente, entre 1985 e 1993 são efetuadas no local intervenções arqueológicas que permitiram identificar diversos elementos estruturais como a área habitacional da villa, o forno e os tanques. Desde 2007 uma equipa do Museu Arqueológico de São Miguel de Odrinhas tem vindo a desenvolver um programa de investigação, recuperação e valorização do sítio incluindo ações de desmatação no sentido de tornar visíveis as estruturas e os mosaicos, bem como a realização de trabalhos de arqueologia e de conservação e restauro.

Ana Teresa Henriques e Maria Ramalho/DGPC/2018.

Imagens

Bibliografia

Título

Jornal de Sintra de 18.03.88, 03.04.87, 18.07.86, 04.07.86.

Local

-

Data

-

Autor(es)

-

Título

Roman Portugal

Local

Warminster

Data

1988

Autor(es)

ALARCÃO, Jorge Manuel N. L.

Título

Roteiros da Arqueologia Portuguesa I. Lisboa e Arredores.

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

CORREIA, Susana Helena, LOURENÇO, Fernando Severino, MARQUES, Maria Teresa Fonseca Correia, ARAÚJO, Ana Cristina Reis da Silva

Título

Sintra

Local

Lisboa

Data

1989

Autor(es)

SERRÃO, Vítor