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Casa de Arcouce - detalhe

Designação

Designação

Casa de Arcouce

Outras Designações / Pesquisas

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Porto / Baião / Loivos do Monte

Endereço / Local

-- acesso pela EN 321
-

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Composta por volumes diferenciados que desenham um L aberto para um vasto terreiro antecedido por portal ameado, a Casa de Arcouce é bem um exemplo das diversas intervenções que os edifícios habitacionais são objecto ao longo dos séculos, e que transformam a sua arquitectura, adaptando os imóveis às necessidades dos sucessivos proprietários.
A mais antiga referência sobre a Casa remonta a 1612, sabendo-se que aqui faleceu, em 1659, António Jorge Gomes, o primeiro senhor de Arcouce de que há notícia (SILVA, 1958, p. 285).
O imóvel que hoje conhecemos é, muito possivelmente, uma construção mais tardia, já do final do século XVIII ou inícios do XIX, integrando e recuperando a casa anterior. Na verdade, só a partir do nascimento de Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo, em 1790, é que encontramos as famílias presentes da pedra de armas da fachada, facto que deverá indiciar uma campanha de obras de maior vulto.
Em todo o caso, é difícil determinar com exactidão os trabalhos e respectiva cronologia, uma vez que a documentação apenas refere as campanhas arquitectónicas mais próximas. É o caso da capela, dedicada a Santo António e mandada erguer, em 1814, por D. Rosa Joaquina de Freitas, herdeira da propriedade, e viúva de António de Azeredo de Araújo e Melo, falecido em 1800 (IDEM, p. 286).
Mais recentemente, já no século XX, Francisco Carlos de Azeredo Pinto e Melo e Leme, nascido nesta Casa a 6 de Outubro de 1900, introduziu novas alterações, recuando a capela.
A entrada principal efectua-se através da fachada que faz ângulo com o frontispício do templo, e ao qual se acede através das escadas de lanço único, com guarda de volutas. A porta é de verga recta, e ao lado abre-se uma janela de avental trabalhado. Entre ambas, o brasão da família ocupa um lugar de destaque: trata-se de um escudo esquartelado, no 1º quartel, Azeredos; no 2º, Pintos; no 3º, Araújos; e no 4º, Melos. A capela, tal como a casa, apresenta pilastras nos cunhais, encimadas por pináculos. O portal é abatido, abrindo-se na zona superior do alçado, que termina em empena, um óculo quadrilobado.
Nas restantes fachadas, com vãos simétricos e de linhas rectas com aventais trabalhados ao nível do andar nobre, merece especial referência o corpo ameado, e o alçado que se abre a Norte, com varanda alpendrada sustentada por colunas torsas.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Casas Nobres de Portugal

Local

Lisboa

Data

1987

Autor(es)

BINNEY, Marcus

Título

Casas de Baião

Local

Porto

Data

1938

Autor(es)

AZEREDO, Álvaro de