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Casa-Museu dos Patudos, também denominada «Casa de José Relvas» - detalhe

Designação

Designação

Casa-Museu dos Patudos, também denominada «Casa de José Relvas»

Outras Designações / Pesquisas

Museu de Alpiarça / Casa-Museu dos Patudos / Casa de José Relvas(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Alpiarça / Alpiarça

Endereço / Local

Quinta dos Patudos, na EN 118
Alpiarca

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 2/96, DR, I Série-B, n.º 56, de 6-03-1996 (ver Decreto)
Edital de 27-05-1986 da CM de Alpiarça
Despacho de homologação de 15-04-1986 da Secretária de Estado da Cultura
Despacho de concordância de 1-04-1986 do vice-presidente do IPPC
Parecer de 25-03-1986 da 9.ª Secção do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como IIP
Em 10-01-1985 a CM de Alpiarça enviou a documentação solicitada
Em 28-05-1984 foi solicitado à CM de Alpiarça o envio de documentação para a instrução de um processo de classificação
Em 7-03-1984 a CM de Alpiarça solicitou informação sobre quais as diligências a ser feitas para a classificação do imóvel

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A Quinta dos Patudos foi adquirida por Carlos Relvas em 1805 e oferecida ao seu filho, José de Mascarenhas Relvas em 1888 que, mais tarde, transformou a primitiva habitação na casa-museu que hoje se conhece.
Nascido em Alpiarça no ano de 1858, José Relvas ocupa, no contexto da história contemporânea do nosso país, uma posição de grande destaque. Tal importância não lhe advém, somente, das suas opções e actividades políticas enquanto republicano convicto, mas também da enorme cultura que o caracterizava e de que é maior testemunho a colecção de arte que constitui o acervo da actual Casa Museu dos Patudos.
Em 1904, José Relvas encarregou o arquitecto Raul Lino de remodelar a antiga casa, seguindo uma vertente revivalista nacionalista, que conferia especial atenção às tradições construtivas do país. O imóvel, concluído em 1906, desenvolve-se em dois corpos, e é marcados pela profusa abertura de vãos e galerias alpendradas, com acesso por escadarias exteriores. A fachada principal, que define um pátio, engloba o corpo mais antigo, de três pisos.
Desde logo foi objectivo de José Relvas conjugar uma vertente museológica com outra habitacional, de forma a poder usufruir da sua vasta e ecléctica colecção, formada por mobiliário, porcelana, faiança, pintura e tapeçaria. Quando faleceu, em 1929, o seu testamento previa que a Quinta e os seus bens fossem legados ao município de Alpiarça, e que o imóvel, transformado em casa-museu, mantivesse a designação de Casa dos Patudos, o que veio a acontecer em 1960, ano da inauguração oficial deste importante museu municipal.
(RC)

Bibliografia

Título

Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem)

Local

Porto

Data

1900

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos