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Os dois frescos de Santo Ambrósio e de Santo Agostinho na Capela de Nossa Senhora da Conceição - detalhe

Designação

Designação

Os dois frescos de Santo Ambrósio e de Santo Agostinho na Capela de Nossa Senhora da Conceição

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora da Conceição (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Santarém / Ourém / Gondemaria e Olival

Endereço / Local

Adro da Igreja
Ourém

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 42 255, DG, I Série n.º 105, de 8-05-1959 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A referência documental mais antiga à povoação de Olival data de 1180, sendo feita no foral doado na época à vila de Ourém, que designava os limites deste concelho. A primeira igreja paroquial foi fundada cerca de 1210, e no ano de 1323 foi edificada na localidade uma albergaria, que indica que a povoação se inseria numa rota de peregrinação.
A primitiva Capela de Nossa Senhora da Conceição terá sido instituída no século XV, julgando-se que terá sido erguida a mando de Diogo da Praça. No entanto, em 1578 o Cardeal D. Henrique mandou reedificar completamente a estrutura do templo (SEQUEIRA, 1949).
O edifício, cuja planimetria se desenvolve longitudinalmente, apresenta no exterior um alpendre, suportado por colunelos, que ocupa duas das fachadas do edifício, numa estrutura que sugere algumas semelhanças com a Ermida da Senhora do Monte de Santarém (Idem, ibidem).
Embora tenha sido parcialmente reconstruído depois do terramoto de 1755, o espaço interior conserva a capela-mor quinhentista, de linguagem maneirista erudita. Coberta por tecto de caixotões de pedra, que apresentam vestígios de pintura, as suas paredes são revestidas por painéis de azulejos seiscentistas, na parte inferior das paredes em duplo xadrez, azuis e brancos, e na parte superior, o mesmo padrão, de cor azul e amarela. O retábulo pétreo, também de gosto maneirista, albergava originalmente a imagem da Virgem com o Menino , em pedra policromada e de manufactura quinhentista.
No entanto, o elemento decorativo de maior destaque é, sem dúvida, o conjunto de pinturas murais que decoram as pilastras do arco triunfal, representando Santo Agostinho , do lado do Evangelho, e Santo Ambrósio , do lado oposto. Este conjunto deverá datar da campanha de obras quinhentista, correspondendo a uma época em que este género decorativo, bastante acessível à população rural, conhecia o seu auge.
Catarina Oliveira
IPPAR/2006

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal, Distrito de Santarém

Local

Lisboa

Data

1949

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos