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Conjunto formado pela estrada romana e ponte sobre o rio Tinhela - detalhe

Designação

Designação

Conjunto formado pela estrada romana e ponte sobre o rio Tinhela

Outras Designações / Pesquisas

Ponte Velha de Murça / Ponte e Calçada Romanas sobre o Rio Tinhela(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Conjunto

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Vila Real / Murça / Murça

Endereço / Local

Vale do rio Tinhela
Murça

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 8/83, DR, I Série, n.º 19, de 24-01-1983 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Também conhecida por "Murça de Panóias", Murça foi, até à fundação da nacionalidade, uma imensa região administrativa, certamente uma das razões pelas quais foi elevada a "vila" e obteve a correspondente autonomia municipalista por foral de D. Sancho II, , (1209-1248), decorria, então, o ano de 1224, numa postura confirmada posteriormente por D. Afonso III (1210-1279), logo em 1268, seguida das outorgadas por D. Dinis (1261- 1336), em 1304, e por D. Manuel (1469- 1521), em 1512.
De entre os diversos vestígios romanos existentes no concelho, merecem, sem dúvida, um destaque muito especial a ponte erguida no alcantilado vale do Rio Tinhela e a calçada que lhe dá acesso, a jusante da ponte "Nova" de pedra (com cerca de trinta e três metros de altura) inaugurada em 1872, no âmbito do desenvolvimento dos transportes urbanos promovido pela política da supremacia da "funcionalidade mecânica" sobre a "funcionalidade simbólica" do gabinete ministerial de A. M. de Fontes Pereira de Melo (1819- 1887).
Único local de passagem entre as duas margens do rio até ao século XIX e, na realidade, da estrada que ligava Vila Real e Bragança, estes dois elementos foram absolutamente cruciais no desenvolvimento das comunidades que habitaram a região ao longo dos tempos, conferindo uma maior liberdade de movimentação às suas gentes, ao mesmo tempo que abria caminho a uma mais sólida coesão interna através do melhoramento da própria organização territorial que integravam.
Apesar de ter sido objecto de algumas (compreensíveis) intervenções de restauro em épocas posteriores à sua edificação primitiva, a ponte ainda mantém alguns elementos da estrutura primeva, tal como sucede, aliás, com a própria calçada, também ela original nalguns dos seus trechos que, juntos, ligariam, entre outros locais da Península Ibérica, as antigas localidades de Aqua Flaviae (Chaves) e Bracara Augusta (Braga), embora se equacione a possibilidade de ter atravessado a aldeia de Cadaval, onde existe uma fonte com uma inscrição latina, possivelmente relacionada com a estrada romana.
É, por conseguinte, pela calçada que se prolonga por um extenso troço, que o acesso público é efectuado à ponte de perfil horizontal com um único arco de volta redonda aparelhado com blocos graníticos largos e regulares e guardas de igual modo em cantaria de granito, em cuja entrada Norte se ergue uma pedra de grandes dimensões com superfície insculpida com as armas da coroa portuguesa e uma cruz.
[AMartins]

Bibliografia

Título

Murça. História, gentes, tradições

Local

Murça

Data

1985

Autor(es)

FERNANDES, J. L. T.