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Casa da Soenga, incluindo os jardins, as estátuas e a Capela de Nossa Senhora do Carmo - detalhe

Designação

Designação

Casa da Soenga, incluindo os jardins, as estátuas e a Capela de Nossa Senhora do Carmo

Outras Designações / Pesquisas

Casa da Soenga e Capela de Nossa Senhora do Carmo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Jardins da Quinta da Soenga (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Casa

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Resende / São Martinho de Mouros

Endereço / Local

- -
Soenga

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Integrada no interior da quinta com o mesmo nome, a Casa da Soenga delimita um amplo terreiro, fechado por um muro com portão gradeado, a que se acede por uma longa alameda de plátanos. A propriedade, da qual faz parte uma mata e outros terrenos, desenvolve-se em patamares, articulados por escadas, com jardins de buxo e canteiros, com equipamento diverso, como estátuas e fontes.
O edifício habitacional, com duas alas, apresenta dois andares, mas caracteriza-se pelas linhas horizontalistas. A longa fachada, é aberta por vãos simétricos, com janelas rectas e junto ao chão, no piso térreo, e de lintel curvo no segundo. Toda a decoração deste alçado foi concentrada no portal principal, que termina em frontão curvo, com brasão inscrito no tímpano, que faz elevar a cornija, desenhando um frontão curvilíneo. A entrada ganha um maior destaque, com as escadas que lhe são fronteiras, de lanço único, mas com balaustrada de granito.
A fachada principal integra, ainda, nas extremidades, dois volume que recordam torres, de cobertura piramidal. No alçado oposto, estes torreões são mais evidentes, abertos por janelas rectas e tendo entre si, duas mansardas de pequenas dimensões. Este alçado exibe a mesma simetria na abertura dos vãos, mas a solução da escadaria de acesso à entrada do piso nobre é mais complexa, com dois lanços opostos, unidos por patamar e que se prolonga por outros dois, convergentes. No eixo das escadas, encontra-se um lago octogonal, ladeado por bancos com esculturas alusivas às estações do ano, desenvolvendo-se o jardim através de canteiros de buxo de desenho geométrico.
A outra ala do imóvel pauta-se pela mesma regularidade na abertura dos vãos, integrando a capela numa das extremidades. O seu alçado é um dos poucos elementos dinâmicos do conjunto. Definido por pilastras, é aberto pelo portal, com frontão em arco conopial, cujo vértice se liga ao entablamento que suporta o frontão, de lanços contracurvados, que remata a fachada. A verticalidade desta composição é ainda mais acentuada pela cruz sobre a empena, assente numa base alta, e que se eleva bem acima da linha dos telhados.
Não é conhecida a data de edificação da casa, mas as suas características apontam para uma época avançada do século XVIII (AZEVEDO, 1969, p. 174), muito embora algumas soluções, e a depuração dos alçados, possa indicar a existência de um núcleo anterior, seiscentista.
(Rosário Carvalho)

Bibliografia

Título

Solares Portugueses

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de