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Palácio de Reriz - detalhe

Designação

Designação

Palácio de Reriz

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Palácio

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / São Pedro do Sul / São Pedro do Sul, Várzea e Baiões

Endereço / Local

Praça da República
São Pedro do Sul

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

Parecer do Conselho Consultivo do IGESPAR,I.P. de 12-12-2007 (só em vigor após publicação no DR)
Proposta de ZEP conjunta do Convento dos Franciscanos e do Palácio de Reriz de 22-11-2007 da DR de Coimbra

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A história do Palácio do Marquês de Reriz encontra-se directamente relacionada com a presença da rainha D. Amélia nas Termas de São Pedro do Sul, que frequentou no final do século XIX hospedando-se, por diversas vezes, neste solar (OLIVEIRA, 2001). Todavia, a sua edificação é anterior, remontando ao primeiro quartel do século XVIII, por iniciativa de um dos fundadores da Real Companhia dos Vinhos do Alto Douro, D. Diogo Francisco de Almeida e Vasconcelos.
De facto, a arquitectura barroca do Palácio testemunha, precisamente, a época em que foi construído, denotando uma série de características comuns a tantas outras edificações deste período. Assim, verificamos o desenho da planta em U, com uma colunata de capitéis dóricos no pátio interior, o desenvolvimento das longas fachadas num único plano, de decoração contida, mais exuberante apenas ao nível do andar nobre. Na realidade, este piso era, habitualmente, o mais importante da casa, onde habitavam os seus proprietários, relegando os armazéns e arrecadações para o piso térreo (AZEVEDO, 1988, p. 71).
Na fachada principal, com janelas de sacada, rematadas por frontões de volutas interrompidos, destaca-se, ao centro, o portal, com frontão também de volutas, mas em cujo tímpano figura o brasão de armas dos Almeida. Contudo, e apesar da imponência e valor cenográfico, esta é a fachada mais reduzida, pautando-se, as restantes, por um maior comprimento e profusão de vãos.
Na década de 90 do século XIX, o Palácio sofreu algumas intervenções, de forma a albergar a rainha e a vasta corte que a acompanhava. Nesta época, era designado por Paço Real de São Pedro do Sul, e o seu proprietário foi disntiguindo com o título de Marquês, em 1895, como forma de agradecimento pela recepção e cedência da sua habitação (OLIVEIRA, 2001).
Em consequência destas várias estadias da família real, o Palácio de Reriz foi conhecendo um progressivo enriquecimento de património móvel, constituindo uma significativa colecção de cerâmica, pintura, ou mobiliário. No interior do imóvel, uma escadaria permite o acesso ao andar superior, onde as diversas divisões exibem tectos apinelados, de madeira.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

"Solares Portugueses"

Local

Lisboa

Data

1988

Autor(es)

AZEVEDO, Carlos de

Título

"Património Histórico-Cultural da Região de Lafões, Millenium - Revista do ISPV - n.º 22 - Abril de 2001"

Local

Viseu

Data

2001

Autor(es)

OLIVEIRA, A. Nazaré