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Igreja de Fonte Arcada - detalhe

Designação

Designação

Igreja de Fonte Arcada

Outras Designações / Pesquisas

Igreja Paroquial de Fonte Arcada / Igreja de Nossa Senhora da Assunção(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Sernancelhe / Fonte Arcada e Escurquela

Endereço / Local

Largo do Rossio
Fonte Arcada

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto)

ZEP

Declaração de rectificação n.º 322/2011, DR, 2.ª Série, n.º 27, de 8-02-2011 (retifica para: fixa a ZEP conjunta do paço da Loba, da igreja matriz de Fonte da Arcada e do Pelourinho de Fonte da Arcada) (ver Diploma)
Portaria n.º 250/2011, DR, 2.ª Série, n.º 17, de 25-01-2011 (sem restrições) (dispõe que o Paço da Loba beneficia da ZEP coincidente com a ZEP conjunta da igreja matriz de Fonte da Arcada e Pelourinho de Fonte da Arcada) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 14-10-2010 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer favorável de 7-01-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 19-09-2008 da DRC do Norte para a ZEP conjunta da Fonte Arcada (Paço da Loba, Igreja Matriz e Pelourinho)

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Fonte Arcada é uma pequena mas muito importante igreja românica da região de Viseu, que testemunha bem a marcha histórica da própria localidade. Na origem, tratou-se de um templo românico de modestas proporções, construído possivelmente no final do século XII, por patrocínio de D. Sancha Vermiz, nobre que em 1193 passou foral à povoação. Da construção então materializada restam ainda importantes vestígios, como o portal principal, de arco de volta perfeita assente em impostas decoradas com meias-esferas.
Na Baixa Idade Média, a igreja foi propriedade de vários patronos, cuja relevância no contexto nacional atesta a relativa importância do templo: até ao reinado de D. Dinis, esteve vinculada ao Mosteiro de Salzedas, transitando depois para a posse do Infante D. Fernão Sanches e, posteriormente, para a da Universidade de Coimbra.
Datam do século XVI as principais obras de renovação do conjunto. Logo em 1502 há a notícia de fundação de uma capela privada por António Gouveia Coutinho, que ainda subsiste aberta para a nave, embora algo transformada. Em 1554, o pintor Jorge Mendes foi incumbido de pintar um retábulo para a capela-mor, realização que, a ter-se materializado, desapareceu, ainda que sobreviva uma pintura contemporânea no Museu Grão Vasco, em Viseu, consagrada a São Martinho. Ao longo de todo o século XVI registou-se a fundação de capelas privadas, a maioria de pendor maneirista e com acesso pela nave da igreja, o que demonstra a vitalidade dos habitantes locais em deixar marcas do seu percurso terreno. No final da centúria seguinte deu-se corpo ao novo retábulo-mor, de talha dourada.
Sem grandes obras desde essa altura até aos nossos dias, o restauro só chegou em 1978, numa altura em que a Unidade de Estilo que caracterizou a acção da DGEMN dava já lugar a pesquisas mais historicistas. É por esse facto que grande parte do espólio pós-medieval foi conservado, dando-se assim uma panorâmica bem mais vasta e rica da história do monumento e sua relação com a sociedade local ao longo dos tempos.
PAF

Imagens