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Capela do Senhor da Agonia - detalhe

Designação

Designação

Capela do Senhor da Agonia

Outras Designações / Pesquisas

Capela do Senhor da Agonia (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Coimbra / Arganil / Arganil

Endereço / Local

Lugar do Senhor da Agonia
Aros de Arganil

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 28/82, DR, I Série, n.º 47, de 26-02-1982 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Um dos locais de maior veneração por parte dos arganilenses é o denominado Mont'Alto, um santuário construído num monte, elevado em relação à vila, onde se presta homenagem a Nossa Senhora. Embora a devoção seja anterior, pensa-se que o santuário tenha sido edificado em 1521, sofrendo depois várias intervenções, a última das quais, no final do século XVIII.
Lugar de peregrinação, o Mont'Alto impunha, como penitência a quem lá ia, um extenso caminho, de difícil acesso. Razão pela qual se foram construindo, ao longo do percurso, várias ermidas ou capelinhas, que possibilitavam um breve descanso na subida ou na descida. Entre estas, destaca-se a do Senhor da Agonia, cujas dimensões são muito superiores em relação às restantes.
Através das Memórias Paroquiais, sabemos que a sua construção estava a decorrer, em 1758, junto à primeira capela, dedicada ao Senhor no Horto (CORREIA, GONÇALVES, 1952, p. 7). Já nesta época sobressaía a imponência da sua fábrica, pois o prior afirma que esta era uma "capela grande, com corpo como se fosse igreja" (ANACLETO, 1996, p. 103).
A fachada, de linguagem sóbria, destaca-se pelo portal, rematado por frontão interrompido, a que se sobrepõe um nicho e a janela do coro. Já no interior, são as obras de talha dourada, de gosto rococó, que determinam o espaço. Estas, foram executadas nos últimos anos do século XVIII (com alguns ajustes no início da centúria seguinte), conforme atestam os recibos dos pagamentos efectuados ao entalhador (José da Fonseca, de Pinhanços), ao pintor (Bernardo Álvares) e ao escultor das grades. Todo o trabalho de talha revela um imenso cuidado na execução, o que, em última análise, comprova a qualidade dos seus autores (ANACLETO, 1996, p. 104).
Os três retábulos (principal e dois colaterais) revelam uma composição muito semelhante, sendo o da capela-mor, naturalmente, de dimensões e impacto superior. A sua maior imponência advinha-lhes dos frontões, interrompidos, e rematados por figuras de anjos, entre outros elementos decorativos. À semelhança do que acontece com outras igrejas, como por exemplo a da Misericórdia de Arganil, também aqui os altares colaterais estão implantados na diagonal, conferindo ao espaço uma outra dinâmica.
A maioria da imaginária da capela deve ter sido adquirida nesta época, pois subsiste a memória, no Cartório Paroquial, do montante gasto com imagens, pintura e diademas, em 1799. Entre estas, destacamos a imagem do Senhor da Agonia, da Senhora da Soledade, de S. Francisco e do Coração de Jesus.
A teia, que separa o espaço público do da capela-mor e altares, exibe um tratamento de grande perícia, tal como o púlpito, do lado do Evangelho, ou a balaustrada do coro. Por sua vez, o tecto apresentava pinturas, parte das quais ainda visível na primeira metade do século XX - o medalhão central exibia a representação da Ascensão, com enquadramento de medalhões (ANACLETO, 1996, p. 104).
Rosário Carvalho

Imagens

Bibliografia

Título

Inventário Artístico de Portugal - Aveiro, Beja, Coimbra, Évora, Leiria, Portalegre, Porto e Santarém

Local

Lisboa

Data

2000

Autor(es)

SEQUEIRA, Gustavo de Matos

Título

Arganil

Local

Kisboa

Data

1996

Autor(es)

ANACLETO, Regina