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Capela de Nossa Senhora da Vitória - detalhe

Designação

Designação

Capela de Nossa Senhora da Vitória

Outras Designações / Pesquisas

Capela de Nossa Senhora da Vitória(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Capela

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Loures / Camarate, Unhos e Apelação

Endereço / Local

Rua da Casa de Repouso dos Motoristas
Camarate

Número de Polícia: 11

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Integrando, originalmente, a Quinta da Ribeirinha, a capela de Nossa Senhora da Vitória é uma edificação que remonta à segunda metade do século XVIII, destacando-se pela sobriedade da sua arquitectura exterior, que contrasta fortemente com os elementos decorativos do interior e, em particular, com os vastos painéis de azulejo que revestem todo o espaço.
A sua edificação, balizada pela data de 1769 exibida sobre o portal principal, deverá ser contemporânea da construção da casa de habitação. Assim o demonstra a campanha azulejar, ao que tudo indica, comum a todas as edificações. Na verdade, os azulejos do adro que se abre para o jardim, e que eram provenientes de algumas das salas, são muito semelhantes aos da capela, o mesmo acontecendo relativamente ao painel do espaldar do tanque, este com um monograma identificativo da Real Fábrica do Rato, da época de Tomaz Bruneto (SIMÕES, 1979, p. 293).
A fachada principal caracteriza-se por uma depuração que recorda a arquitectura chã, mas também as recentes construções pombalinas da capital. Seccionada por pilastras que formam três corpos, destaca-se o central, mais alto e terminando em empena ladeada por fogaréus. Este, é aberto por portal e janela do coro, ambas de verga em arco abatido. Nos corpos laterais, duas janelas de verga abatida e remate em empena.
No interior, de planta longitudinal, com nave única e capela-mor, o tecto, de madeira, é pintado, tal como a marcação de todos os vãos e arco triunfal. O retábulo ocupa a totalidade da parede fundeira da capela-mor, apresentando um altar com trono destacado por friso dourado e dois nichos com imagens nos ângulos.
Ganha especial importância o já referido revestimento azulejar, de cercaduras recortadas e policromas, e figurações a azul e branco. São datados de cerca de 1770, indicando a campanha decorativa que se seguiu à conclusão da edificação da igreja, em 1769. O programa iconográfico inclui algumas representações do Cântico dos Cânticos, do Livro de Judite, e do Livro de Ester, a que se reúne o Nascimento da Virgem. Observamos, assim, episódios retirados do Antigo Testamento que têm em comum o facto de serem entendidos como prefigurações de Nossa Senhora, culminando o ciclo com o Seu nascimento. As cartelas superiores e as filacteras inferiores, alusivas aos temas representados, marcam uma intertextualidade que deveria facilitar o seu correcto entendimento por parte de quem frequentava o espaço sagrado, os proprietários da quinta, mas também a população local a quem a capela era, com certeza, aberta.
(Rosário Carvalho)

Imagens

Bibliografia

Título

Quintas e palácios nos arredores de Lisboa

Local

Lisboa

Data

1986

Autor(es)

STOOP, Anne de

Título

Azulejaria em Portugal no século XVIII

Local

Lisboa

Data

1979

Autor(es)

SIMÕES, J. M. dos Santos

Título

Cerâmica Portuguesa

Local

Lisboa

Data

1948

Autor(es)

QUEIRÓS, José