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Igreja matriz de Escamarão - detalhe

Designação

Designação

Igreja matriz de Escamarão

Outras Designações / Pesquisas

Igreja de Nossa Senhora da Natividade, matriz de Escamarão / Igreja de Escamarão / Igreja de Nossa Senhora da Natividade(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Religiosa / Igreja

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Cinfães / Souselo

Endereço / Local

Largo Artur Soares de Almeida
Souselo

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 37 728, DG, I Série, n.º 4, de 5-01-1950 (ver Decreto)

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

Escamarão é uma pequena, porém muito interessante igreja tardo-românica do concelho de Cinfães, por onde passava a Carraria Antiquam, uma das mais importantes vias medievais do território português. A sua construção não está documentada, nem tão pouco os elementos estilísticos remanescentes possibilitam uma aproximação cronológica satisfatória, equacionando-se o largo tempo que vai da segunda metade do século XII aos finais do século XIII como possibilidade mais concreta.
É um templo de modestas proporções, constituído por nave única e capela-mor rectangular, mais baixa e estreita que o corpo. A fachada principal ostenta portal axial de arco apontado, de duas arquivoltas assentes directamente nos pés-direitos, decoradas com elementos vegetalistas e semi-esferas, elementos ornamentais tradicionalmente considerados tardios dentro do marco estilístico românico. Do lado Sul, o portal lateral é igualmente em arco apontado e, quer na face ocidental, quer na meridional, subsistem as mísulas de apoio a um desaparecido alpendre.
O interior encontra-se "despido" de realizações artísticas de época moderna, à excepção do retábulo-mor, em talha dourada, e dos dois retábulos laterais, sumariamente constituídos por elementos de talha. O arco triunfal mantém a mesma modulação quebrada, mais próxima formalmente do Gótico que do Românico, sugestão que é reforçada pelo facto de os cachorros do exterior serem sistematicamente não-decorados com quaisquer motivos vegetalistas ou antropomórficos.
Na Baixa Idade Média, crê-se que o templo tenha sido parcialmente intervencionado, conforme atesta a inclusão de azulejos hispano-árabes, hoje reaproveitados nos retábulos laterais.
PAF