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Pelourinho de Santa Comba Dão - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Santa Comba Dão

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Santa Comba Dão(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Viseu / Santa Comba Dão / Santa Comba Dão e Couto do Mosteiro

Endereço / Local

Largo do Município
Santa Comba Dão

Proteção

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

As primeiras referências a Santa Comba Dão datam ainda do século X, quando a localidade integra o conteúdo de duas cartas de doação ao Mosteiro de Lorvão. Permaneceu durante mais de cinco séculos na posse dos Bispos de Coimbra, tendo recebido carta de foral apenas em 1514, das mãos de D. Manuel. Um primeiro pelourinho, conservado até finais do século XIX, terá sido erguido na sequência da atribuição do foral manuelino, estando hoje substituído por um monumento revivalista, cópia pouco fiel do original.
O pelourinho quinhentista, que uma fotografia contemporânea da sua destruição permite conhecer, era composto por um fuste torso, constituído por quatro toros lisos espiralados à esquerda, e rematado por ábaco circular e capitel decorado com motivos vegetalistas, onde assentava um pináculo cónico igualmente torso. Um pelourinho semelhante, feito de resto à sua imagem, pode ainda ser apreciado na vizinha localidade de São João de Areias. Estava erguido no largo fronteiro à antiga Casa do Concelho, hoje Largo Engenheiro Urbano, e foi destruído aquando da tentativa de transferência para o local actual, onde fica o edifício da Câmara Municipal de Santa Comba Dão. O monumento actual foi construído de imediato, pelo pedreiro João Lima, encarregado do falhado apeamento da picota. Embora se tenha desejado uma cópia do monumento manuelino, o resultado pode ser meramente entendido como uma evocação revivalista e pouco hábil do mesmo.
O novo pelourinho, ao qual respeita a classificação como Imóvel de Interesse Público, levanta-se sobre uma plataforma de três degraus quadrangulares, de arestas chanfradas. Consta de base, coluna, remate e grimpa. A base é constituída por um paralelepípedo com faces ornadas de uma almofada incisa, com moldura de fruste concepção e talhe. Daqui irrompe o fuste, torso, composto por grossos toros de torção muito acentuada, e rematado por um último troço cilíndrico, decorado com quatro losangos pouco concordantes com o estilo que se pretendeu emular, e rematado em secção quadrada. Os dois troços da coluna são separados por um anel saliente, liso. O remate quadrangular do fuste faz as vezes de capitel, encimado por um ábaco saliente, de onde se projecta uma pirâmide quadrada, de topo truncado. Sobre esta assenta um pequeno tabuleiro, reproduzindo o ábaco do incipiente capitel, e por fim um pináculo cónico, compondo a pinha do pelourinho. A grimpa é uma esfera armilar.
Os fragmentos do pelourinho velho foram vendidas em hasta pública pela vereação, tendo-se pontualmente encontrado algumas peças, nomeadamente o remate e três troços do fuste, em casas particulares. Foram guardados no edifício camarário em 1931. SML

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde