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Pelourinho de Lamas de Orelhão - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Lamas de Orelhão

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho de Lamas de Orelhão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mirandela / Lamas de Orelhão

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Lamas de Orelhão

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A villa de Lamas de Orelhão foi sede de um extenso concelho, fundado por foral do século XIII, que alguns autores indicam ser datado de 1225 e outorgado por D. Sancho II. Recebeu ainda foral de D. Afonso III, em 1259, e foral novo manuelino, de 1515. O concelho foi extinto em 1853, e integrado em Mirandela, do qual é actual freguesia. Conserva ainda o seu pelourinho, levantado num largo da localidade.
O pelourinho assenta sobre plataforma de três degraus circulares de aresta, muito rústicos, completados por um tronco cónico liso, com dupla moldura toral superior. Esta peça serve de base à coluna, de fuste cilíndrico e liso, com ligeira entasis , adelgaçando junto ao topo. Nele repousa um capitel circular, antecedido por fino astrágalo e moldura circular saliente, e encimado por ábaco também circular. O remate é do tipo bragançano (cfr. Luís CHAVES, 1938), muito característico: é composto por quatro braços em cruz, semelhantes a cachorros , mas sem decoração no topo, que tem perfil contracurvado (recordando as tradicionais serpes dos ferros de sujeição). A decoração resume-se a fieiras de botões nos espaços entre cada braço. A peça terminal é um tronco cónico com quatro saliências cantonais "de provável expressão zoomórfica" (E. B. de Ataíde MALAFAIA, 1997) junto do topo, coroado por uma moldura quadrada ornada por golpes verticais. De facto, em pelo menos uma destas saliências é ainda possível distinguir os traços de um animal.
Vários pelourinhos do mesmo tipo poderão naturalmente ser vistos no distrito de Bragança, entre os quais está o do próprio concelho. Este exemplar possui no entanto a particularidade de não ter as representações zoomórficas no topo dos braços em cruz, e sim na peça de remate. Será provavelmente datado do foral manuelino, embora não possua elementos que permitam definir com rigor a sua cronologia.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Os Pelourinhos. Elementos para o seu catálogo geral

Local

Lisboa

Data

1938

Autor(es)

CHAVES, Luís