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Pelourinho de Torre de D. Chama - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho de Torre de D. Chama

Outras Designações

-

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Bragança / Mirandela / Torre de Dona Chama

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Torre de Dona Chama

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

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Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

O primeiro foral dado a Torre de D. Chama data de 1287, e foi outrogado por D. Dinis. O concelho foi extinto poucos anos mais tarde, e restabelecido em 1299, por carta que ampliava os privilégios da primeira. Recebeu foral novo de D. Manuel, em 1512. Foi extinto em 1855, e integrado em Mirandela. Conserva o vetusto pelourinho, levantado num largo da freguesia, num espaço ajardinado que compartilha com um antiquiíssimo berrão (ou porco em pedra, de origem pré-histórica).
O pelourinho ergue-se sobre plataforma constituída por três degraus quadrangulares de aresta, de pedra aparelhada, estando o térreo enterrado no solo. A coluna possui base quadrangular, afeiçoada no topo, de forma a aproximar-se da secção do fuste. Este é liso e oitavado, ligeiramente galbado. Encima-o um colarinho e ábaco saliente, ao modo de tabuleiro, no qual assentam quatro braços em cruz, ao modo de cachorros , com cabeças de animais salientes nos ângulos. Estas representações zoomórficas são por vezes identificadas como berrões. A peça de remate é composta por um grande bloco prismático, com o escudo das quinas numa das faces, e um largo tabuleiro saliente no topo. A coroar o monumento, uma pequena peanha quadrada sustenta um pináculo bojudo de bom tamanho, com remate esférico.
A datação deste pelourinho tem sido motivo de várias especulações. Tem sido atribuído ao reinado de D. Dinis, no século XIII, quando o concelho recebeu primeiro foral, certamente devido à presença dos cachorros de feição arcaica; e isto mesmo quando o monumento tem inscrita a data de 1582. Parece mais provável que o conjunto final resulte de várias intervenções, cronologicamente desfasadas. Os animais do remate serão certamente mais antigos que o bloco superior e o pináculo do remate, que parecem corresponder à data gravada. As restantes peças, incluindo a plataforma (aparentemente mais moderna) e o conjunto da base e coluna, são de feição muito singela, e não permitem datação precisa.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

"Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral"

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde