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Pelourinho da Ericeira - detalhe

Designação

Designação

Pelourinho da Ericeira

Outras Designações / Pesquisas

Pelourinho da Ericeira(Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Pelourinho

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Mafra / Ericeira

Endereço / Local

Largo do Pelourinho
Ericeira

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 23 122, DG, I Série, n.º 231, de 11-10-1933 (ver Decreto) Ver inventário elaborado pela ANBA

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A partir de 1229, D. Sancho I concedeu a prelados, mestres de ordens militares e outros religiosos o direito de promolgar cartas de povoamento e forais, num movimento global de organização social do reino. A primeira carta de foral da Ericeira data justamente desse ano, tendo sido emitida pelo mestre do convento local, D. Fernando Rodrigues Monteiro, também mestre da Ordem de Aviz. O foral recebeu posterior confirmação de D. Dinis, em 1295, e foi incluído na reforma manuelina dos forais, com diploma datado de 1513. É justamente quinhentista a construção do pelourinho que, embora muito intervencionado no século XX, se ergue hoje no largo homónimo. Trata-se, supostamente de acordo com a sua formulação original, de uma coluna lisa, de secção circular, interrompida a meia altura por um anel em forma de nó pétreo, sobre soco de dois degraus octogonais. O fuste suporta um capitel oitavado, ornamentado com rosetas, e com remate cónico (em pinha) com cogulhos de acanto. Os pelourinhos manuelinos de pinha, geralmente de feição muito singela, constituem de resto os mais extensamente representados em todo o país.
O pelourinho foi muito destruído pela população local em finais do século XIX, em plena época de excessos republicanos, tendo sido desmantelado em 1863. Salvaguardaram-se a maior parte dos elementos, mas não se pode evitar a sua mutilação. Os degraus origunais perderam-se, pelo que o fuste se ergue sobre soco refeito. Todo o conjunto foi remontado em 1905, tendo ainda sofrido restauros na década de 60, quando foi apeado do centro da praça e recolocado em situação mais protegida, enquadrado por um pequeno canteiro destinado a dignificar o monumento.
Sílvia Leite

Imagens

Bibliografia

Título

Pelourinhos Portugueses, Tentâmen de Inventário Geral

Local

Lisboa

Data

1997

Autor(es)

MALAFAIA, E. B. de Ataíde

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 1. O Manuelino, Boletim Cultural '94, pp.309-318

Local

Mafra

Data

1994

Autor(es)

VILAR, Maria do Carmo

Título

Carta do Património do Concelho de Mafra. 2. Pelourinhos, Boletim Cultural '94, pp. 319-326

Local

Mafra

Data

1995

Autor(es)

VILAR, Maria do Carmo

Título

Identidades. Património Arquitectónico do Concelho de Mafra

Local

Mafra

Data

2009

Autor(es)

FERNANDES, Paulo Almeida, VILAR, Maria do Carmo