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Património Cultural

Fonte de Cabreia, também denominada «Fonte Velha» - detalhe

Designação

Designação

Fonte de Cabreia, também denominada «Fonte Velha»

Outras Designações / Pesquisas

Fonte de Cabrela, também denominada «Fonte Velha» / Fonte de Cabrela / Fonte Velha (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)

Categoria / Tipologia

Arquitectura Civil / Fonte

Inventário Temático

-

Localização

Divisão Administrativa

Lisboa / Sintra / São João das Lampas e Terrugem

Endereço / Local

Rua da Fonte Velha
Cabrela

Proteção

Situação Actual

Classificado

Categoria de Protecção

Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público

Cronologia

Decreto n.º 5/2002, DR, I Série-B. n.º 42, de 19-02-2002 (ver Decreto)
Edital N.º 361/97 de 26-08-1997 da CM de Sintra
Despacho de homologação e autorização de 24-05-1997 do Ministro da Cultura
Despacho de concordância de 20-09-1994 do presidente do IPPAR
Parecer de 30-07-1993 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor a classificação como IIP
Nova proposta de 5-05-1993 da CM de Sintra
Proposta de classificação de Fevereiro de 1985 da CM de Sintra

ZEP

-

Zona "non aedificandi"

-

Abrangido em ZEP ou ZP

Abrangido por outra classificação

Património Mundial

-

Descrição Geral

Nota Histórico-Artistica

A pequena fonte de Cabrela, também designada por Fonte Velha, é um dos mais raros vestígios de abastecimento de águas às populações, datados da Baixa Idade Média e localizados no actual concelho de Sintra. A zona é de ocupação antiga, remontando à época romana. Nessa altura, foi rasgada uma das principais estradas do Oeste, que ligava Lisboa ao Centro Litoral, passando por Montelavar e Assafora, via essa que se manteve em funcionamento durante a Idade Média e que esteve certamente na origem da localidade medieval de Cabrela.
A fonte, apesar do seu preocupante estado de conservação, em especial pela cota inferior em relação à via pública em que se encontra, é protegida por alto muro delimitador de propriedade nas suas traseiras, e por murete que forma um espaço rectangular em seu redor, existindo um acesso lateral por escadaria de pedra.
De planta quadrangular e com cobertura em abóbada de planta centralizada, de arestas, a fonte é uma estrutura cúbica aberta numa única face, onde existe um arco canopial de curvatura pouco acentuada e com impostas de cantaria bem marcadas, que descarrega directamente nos pés direitos. A entrada está actualmente protegida por porta de madeira utilitária e de feitura recente, desconhecendo-se se, no plano original, teria qualquer protecção. No interior, para além da mini-abóbada de arestas, existe uma pequena abertura circular no pavimento, executada com reaproveitamento de uma antiga pedra romana, onde se encontra a água, armazenada numa espécie de depósito subterrâneo, designado por "fonte de mergulho".
Sem documentação directamente alusiva, é de presumir que o monumento date da segunda metade do século XV ou, em alternativa, dos primeiros anos do século XVI, sendo o arco canopial o único elemento estilístico passível de constituir referência cronológica. Tratou-se, todavia, de uma construção pouco relevante no quadro estilístico da época, porventura patrocinada pelas gentes locais que terão contratado, para o efeito, um dos muitos mestres e pedreiros que se movimentavam pelo território, conhecendo-se a relevância do estaleiro manuelino do paço real de Sintra.
Ainda em utilização pela população local no século XX, foi objecto de restauro pontual entre 1990 e 1991, altura em que a Câmara Municipal de Sintra promoveu a sua consolidação e o arranjo urbanístico da envolvência, datando destes anos tão recentes o seu actual aspecto geral.
PAF

Imagens